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Clippings - 31/10/22

Equinor inicia campanha de Bacalhau

Navio-sonda West Saturn, da Seadrill (Créditos: ExxonMobil)

Equinor iniciou, no domingo (30), a perfuração do seu primeiro poço de desenvolvimento do projeto de Bacalhau, localizado no cluster de Santos. A campanha de águas profundas está sendo executada pelo navio-sonda West Saturn, da Seadrill, que aguardava para entrar em operação desde outubro.

Previsto para entrar em operação em 2024, o sistema de produção de Bacalhau será dividido em duas fases. A primeira etapa do projeto terá 19 poços, sendo 11 produtores e quatro injetores de água.

Bacalhau será o primeiro sistema de grande porte de águas profundas da Equinor desenvolvido do zero no Brasil. O projeto exigirá investimentos para a primeira fase de cerca de US$ 8 bilhões. A petroleira norueguesa opera também o campo de Peregrino, na Bacia de Campos, que teve a produção retomada em julho, após mais de dois anos de interrupção, iniciando a fase 2 em outubro.

O sistema de Bacalhau terá de um FPSO de 220 mil bpd. A unidade de produção está sendo construída pela Modec, no estaleiro DSIC – Dalian, na China. Já o sistema subsea do projeto foi contrato da Subsea 7.

O West Saturn ficará afretado pelo prazo de quatro anos, atuando dedicado ao projeto. Além do navio-sonda, a Equinor afretou o DS-17, que pertence à Valaris  e também irá operar dedicado a Bacalhau, entrando em operação a partir de junho/julho de 2023.

O contrato entre a Equinor e a Seadrill foi assinado em abril de 2021. O plano original da petroleira era de iniciar a campanha de perfuração no início de 2022, mas o cronograma acabou sendo alterado em função de atraso na liberação da sonda, que estava operando para a ExxonMobil. 

O projeto de Bacalhau é operado pela Equinor, que detém 40% de participação no ativo, ao lado da ExxonMobil, também com 40%, e da Petrogal, com 20%. A companhia norueguesa assumiu a operação do ativo em 2016. 

Bacalhau será o primeiro ativo de grande porte desenvolvido no Brasil por uma companhia estrangeira.

Fonte: Revista Brasil Energia