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Clippings - 19/03/19

Equinor programa contratações de Carcará

Petroleira lançará concorrências de engenharia para o FPSO, subsea e Surf do projeto de desenvolvimento do ativo

A Equinor lançará em junho as concorrências para contratar a engenharia (Feed) para o FPSO, subsea e o Surf do projeto de desenvolvimento de Carcará, no cluster da Bacia de Santos. A meta da petroleira é fechar os três processos de contratação ainda em 2019, possivelmente em dezembro.

A norueguesa não especificará nenhuma alternativa técnica, deixando as empresas livres para apresentarem suas soluções. Em função dessa estratégia, o grupo pagará uma parte dos feeds e, ao final do processo, escolherá as melhores alternativas técnicas.

No caso do FPSO, a Equinor já vem mantendo discussões prévias com a Modec e a SBM para verificar a melhor alternativa para o projeto. Já é certo que a unidade será desenvolvida a partir de um newbuild (casco novo), e a tendência é que a planta de produção tenha capacidade para 220 mil b/d de óleo – o limite máximo estudado pela equipe técnica, que avaliou unidades a partir de 180 mil bopd.

A exemplo da estratégia adotada em outros projetos, o FPSO deverá ser próprio e não afretado. O modelo de contratação será fechado em breve.

O plano de desenvolvimento de Carcará prevê a produção do primeiro óleo do campo entre 2023 e 2024, com injeção de toda a produção de gás. Ela será voltada à descoberta feita no bloco BM-S-8.

A projeção da Equinor é que a fase complementar será colocada em produção três anos e meio depois. Nesse caso, o foco será a área de Norte de Carcará, adquirida na 2ª rodada de partilha de produção, com escoamento da produção de gás.

A Equinor já vem avaliando internamente o desenvolvimento da segunda fase, que demandará a instalação de um segundo FPSO. Os detalhes do projeto serão definidos com base no resultado do poço de avaliação, que está sendo perfurado na área pela sonda West Saturn, da Seadrill.

Concluída a campanha, a West Saturn fará um DST (Drill Stem Test) no prospecto de Guanxuma, também descoberto no BM-S-8. A sonda tem contrato de afretamento com a Equinor até agosto.

O campo de Carcará foi descoberto pela Petrobras em 2012 e adquirido pela Equinor em 2016. A petroleira norueguesa detém 40% de participação no ativo, tendo como sócios a ExxonMobil (40%) e Galp (20%).

Fonte: Revista Brasil Energia