Transação, avaliada em US$ 1,1 bilhão, inclui a participação não operada de 30% da norueguesa no ativo Bandurria Sur e sua participação não operada de 50% no ativo Bajo del Toro

A Equinor assinou um acordo com a Vista Energy para alienar toda a sua participação em terra na bacia de Vaca Muerta, na Argentina, segundo comunicado divulgado pela companhia nesta segunda-feira (2). A transação, avaliada em US$ 1,1 bilhão, inclui a participação não operada de 30% da Equinor no ativo Bandurria Sur e sua participação não operada de 50% no ativo Bajo del Toro.
A Equinor receberá, no fechamento do negócio, um pagamento inicial em dinheiro de US$ 550 milhões, além de ações da Vista. A transação também inclui pagamentos contingentes vinculados à produção e aos preços do petróleo ao longo de um período de cinco anos. A conclusão da alienação está sujeita às aprovações pertinentes.
De acordo com Philippe Mathieu, vice-presidente executivo de Exploração e Produção Internacional da Equinor, a operação “fortalece a flexibilidade financeira da Equinor enquanto avaliamos oportunidades em nossos principais mercados internacionais, onde vemos um crescimento substancial até 2030. Ao mesmo tempo, mantemos a opção de expansão por meio de nossas posições offshore na Argentina”, disse Mathieu, segundo o comunicado. Os principais mercados internacionais da Equinor até 2030 são Brasil, EUA e Reino Unido.
A Equinor está presente na Argentina desde 2017, tendo entrado na formação Vaca Muerta por meio de um acordo de exploração conjunta com a YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales) no ativo Bajo del Toro. O portfólio onshore foi expandido em 2020 com a aquisição de Bandurria Sur.
A média de produção da parcela da Equinor no Bandurria Sur foi de 24,4 mil boed no terceiro trimestre de 2025. Bajo del Toro, que ainda está em fase inicial de desenvolvimento, teve uma produção média de 2,1 mil boed líquidos (net boed).
Em 2019, a Equinor arrematou oito licenças de exploração offshore ao seu portfólio, na Bacia Norte Argentina e no sul das bacias Austral e Malvinas. A avaliação da subsuperfície está em andamento para determinar o caminho mais vantajoso comercialmente para o desenvolvimento do portfólio offshore. Não há compromissos de perfuração de poços em andamento nessas licenças.
Fonte: Revista Brasil Energia