A escassez de contêineres e embarcações capacitadas é a principal causa da desaceleração das exportações no Porto de Portland (EUA). Cada vez menos mercadorias são transportadas em contêineres por via marítima da Ásia para os EUA, resultando em menor disponibilidade de equipamentos vazios para exportações nos portos americanos.
Agricultores do noroeste estão fazendo grandes vendas para a Ásia, mas a escassez de transporte, as linhas aumentando suas taxas, a oferta de espaço reduzida e o atraso nas entregas (causado pela diminuição da velocidade dos navios para economizar combustível), abafam o que poderia ser uma explosão nas exportações do EUA, relata o informativo The Oregonian.
Um exemplo da situação crítica é o comerciante Larry Jansky, de Portland, que recebeu 19 contêineres com um mês de atraso para estufar suas cargas. Ele enviou os equipamentos para Idaho, onde os carregou com ervilhas secas e feijão-de-bico e levou-os de volta para Portland, em tempo para o transporte marítimo para a Índia, Taiwan e Coreia do Sul.
No entanto, o navio previsto para o embarque já estava cheio, e os estivadores deixaram a carga (estimada em US$ 400 mil) no cais à espera de um navio que chegaria somente uma semana mais tarde. Como consequência do atraso, a Jansky`s Pacific Group Inc. teve seu pagamento adiado, taxas de transporte exorbitantes e sua carga quase foi rejeitada pelos compradores na Índia.
Patti Iverson-Summer, presidente da Global Trading Resources Inc., freight-forwarder de Portland, diz que a situação atual está tirando a vantagem que poderíamos ter pelo fato de o dólar estar baixo, o que torna os produtos mais baratos no exterior.
O relatório ainda aponta que em fevereiro a Hanjin Shipping deve enviar para Portland mais embarcações com baixa capacidade. Foi informado que a Hapag-Lloyd também irá reduzir o tamanho de seus navios que escalam o porto.
Preços sobem enquanto a demanda cresce e a oferta de equipamentos diminui. Seis meses atrás, o senhor Jansky pagou menos de US$ 900 para enviar um contêiner de 20 pés para Taiwan. Agora o custo é de cerca de US$ 1,500 mil, acrescenta o relatório.