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Clippings - 04/12/09

Espírito Santo quer atrair empresas e construir novos portos

A velocidade em que a indústria chega é maior do que a formação da mão de obra. A avaliação é de Duarte Aquino, técnico da Agência de Desenvolvimento em Redes do Espírito Santo (Aderes), feita durante a palestra ’’Ciclos da Economia do Espírito Santo’’, realizada na capital Vitória. Ele citou como exemplo a empresa Jurong do Brasil, que está construindo um estaleiro no município de Aracruz (norte do estado) e, ao mesmo tempo, capacitando seus técnicos na matriz da empresa, em Cingapura.

* Vila Velha investe na expansão da indústria do petróleo
* Espírito Santo ganhará megaporto para minério em 2013

Aquino disse que o projeto para o estado capixaba até 2025 passa por estratégias de desenvolvimento de bases com agregação de valor à produção, adensamento das cadeias produtivas e diversificação da economia. Além disso, tem a valorização do capital humano, a erradicação da pobreza com redução das desigualdades e o incremento no capital social e a qualidade das instituições capixabas.

Hoje, o Espírito Santo está na mídia como estado em desenvolvimento. Antes, só era citado em questões policiais. O governo do estado investe R$ 1 bi de recursos próprios sem contar com os privados. O Espírito Santo está numa localização geográfica privilegiada. Se trabalhar bem, o estado será um importante fornecedor de serviços. O que dificulta é a falta de novas linhas marítimas.

Mais portos
Duarte Aquino citou, ainda, a possibilidade da construção de um novo porto em Anchieta (Ubu). O empreendimento prevê investimentos de US$ 800 milhões e deverá alcançar um calado de 27 metros, instalado a dois quilômetros da costa. Ainda falando em Ubu, o técnico da Aderes estima que a instalação de uma base da Petrobras na região deverá atrair cerca de 300 empresas e vai superar a pujança de Macaé (RJ). “Uma nova cidade irá se formar [em Ubu].
O estado do Espírito Santo conta, ainda para essa nova fase de desenvolvimento, com o projeto da Anglo Ferrous Brazil que construirá um porto em Presidente Kennedy (extremo sul do estado), com investimentos da ordem de US$ 2,7 bilhões na primeira fase e contará com uma planta de pelotização de minérios, três usinas e duas siderúrgicas. A previsão é processar oito milhões de toneladas por ano. A área total do projeto deverá ter 13 milhões de metros quadrados. O início das obras está previsto para 2011, a operação do porto em 2013 e a siderúrgica em 2015, gerando, ao longo do processo, cinco mil empregos diretos.