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Clippings - 08/12/16

Estagnação prolongada em campos do Projeto Topázio

A Petrobras interrompeu uma série de investimentos que vinham sendo feitos nos campos do projeto Topázio, em especial na Bacia de Sergipe e na Potiguar, que é historicamente o maior mercado onshore do país. O tempo necessário até a conclusão da venda dos ativos – ou de uma mudança de rumo nos planos da Petrobras – significará o prolongamento da estagnação nas regiões.

No Rio Grande Norte, onde 38 campos são ofertados no Topázio, a produção da ordem de 20 mil boe/dia de petróleo e gás natural foi sustentada com a elevação em 2014 e 2015 de campanhas de perfuração de uma centena poços de desenvolvimento nos ativos. Este ano, foram perfurados cinco poços nos campos.

Poços perfurados em campos do projeto Topázio ( Brasil Energia Petróleo )

Os polos mais expressivos do projeto Topázio – Fazenda Belém, com dois campos no Ceará, além de Macau, com três campos, e Riacho Forquilha, com 34 – estão na Bacia Potiguar, que ao lado de Sergipe, foram as regiões que mais despertaram interesse na entrega das propostas.

Além de o Rio Grande do Norte ser um polo onshore, a existência de infraestrutura e de campos com potencial de reexploração e redesenvolvimento também dão mais valor à região. Os três pólos têm 89 milhões de boe em reservas (2015), perdendo apenas para Sergipe, que tem 119 milhões de boe/dia.

Nas outras regiões – Sergipe, Espírito Santo e Recôncavo – nenhum poço novo de desenvolvimento ou com objetivo exploratório foi iniciado nos campos do projeto Topázio em 2016, mas o impacto maior foi em Sergipe: a bacia recebia investimentos para, em média, 78 poços entre 2012 e 2013, caindo para 38 em 2014 e 2015, chegando a zero este ano.

Nas outras regiões, a atividade nos campos já vinha sendo mantida em níveis baixos desde o início da década.