Plataformas serão utilizadas nos projetos offshore da Petrobras.
A Cosco Shipyard Group irá converter dois navios VLLC`s (Very Large Crude Carriers) em FPSO`s (plataformas flutuantes para produção, armazenamento e descarga de petróleo) a serem utilizados em dois projetos offshore no Brasil.
Com valor avaliado em mais de US$ 100 milhões, os dois contratos de conversão foram assinados com dois armadores: a Modec, companhia japonesa, e a BW Offshore, da Noruega. Os contratos são mais uma prova de que os estaleiros chineses estão ganhando terreno sobre os rivais de Cingapura, Keppel Shipyard e Jurong Shipyard, que gozaram de posições dominantes no mercado de conversão para FPSO no passado.
O estaleiro da Cosco em Dalian (China) converterá o VLCC Radiant Jewel, navio de 302.149 dwts construído em 1992 em um FPSO para a Modec. Quando concluída, a plataforma de produção de petróleo será fretada por 20 anos para a estatal brasileira Petrobras.
A previsão de entrega da embarcação é no terceiro trimestre de 2011. Ela será destinada à produção do campo petrolífero de Tupi na bacia de Santos. O navio será capaz de produzir 150 mil barris de petróleo por dia e 5 milhões de metros cúbicos de gás por dia quando tiver terminado.
Este é a segunda conversão em FPSO que a Cosco fará para a Modec, destinado ao projeto da Petrobras em Tupi; o estaleiro já está trabalhando no FPSO Cidade de Angra dos Reis, que deverá ser entregue no quarto trimestre deste ano.
Para a BW Offshore, a Cosco Dalian converterá o BW Nisa (navio de 322.912 dwts construído em 1983) no FPSO P-63, como parte do projeto Papa Terra de US$ 5,2 bilhões da Petrobras, também no Brasil. A plataforma será capaz de armazenar 1,4 milhão de barris de petróleo e produzir 140 mil barris por dia. O P-63 também tem previsão para sair do estaleiro no terceiro trimestre de 2011.
Porém, neste caso, a Cosco será responsável somente pela reconstrução do casco e pelo trabalho de atualização, pois a parte superior do navio será feita no Brasil em 2012.