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Clippings - 30/08/10

Estaleiro da Wilson,Sons é tema do Navegar

Representando 173 anos de tradição no ramo da construção naval, Adalberto Renaux trouxe um pouco do passado, do presente e das perspectivas para o futuro do estaleiro Wilson, Sons para os participantes do Navegar 2010.

O diretor do estaleiro contou de forma breve a história da empresa que iniciou seus trabalhos construindo e mantendo rebocadores no Guarujá, litoral de São Paulo, e ao longo dos anos o grupo percebeu que poderia expandir sua atuação no mercado e crescer.

Renaux explicou que o trabalho do Wilson, Sons não é criar, mas montar barcos. Hoje não sou mais um engenheiro naval, sou um montador. É assim que trabalhamos atualmente, destacou. Não temos projetistas.

Compramos os projetos prontos de uma empresa holandesa e todas as peças já prontas.

Com a descoberta do Pré-Sal e o consequente reaquecimento da indústria de construção naval brasileira, o estaleiro sentiu necessidade de ingressar no mercado de embarcações maiores. Porém, suas limitações técnicas ainda não permitem a montagem de barcos com mais de 16 metros de boca, quando as necessidades atuais pedem medidas maiores.

Assim o estaleiro vem desenvolvendo uma estratégia de expansão que direciona todos os olhares para o porto de Rio Grande. Não vamos atuar no mercado da QUIP, nosso ramo é outro, ressaltou Renaux.

Já contando com a licença ambiental e a posse provisória da área a ser ocupada pelo estaleiro, o grupo já conta também com a concepção de todas as suas instalações. Continuaremos com a mesma filosofia que temos em Santos: seremos um estaleiro montador. Compraremos peças e componentes prontos para montar a embarcação em Rio Grande”, explicou o palestrante.

Com a mesma preocupação de outros investidores que estão migrando para o Rio Grande do Sul, o Wilson, Sons traz uma estratégia importante: de acordo com Renaux, o primeiro prédio das instalações do estaleiro a ficar pronto será o da escola para formação e qualificação de mão de obra. Não está previsto trazer pessoal de Santos, garantiu. A Furg oferece um grande número de profissionais, mas precisamos de mão de obra operária. Soldadores, encanadores, eletricistas. Vamos trabalhar com dois mil funcionários paralelamente ao QUIP, por exemplo. Vai ser complicado, ponderou.

De qualquer modo, as perspectivas são otimistas. O estaleiro a ser construído em Rio Grande seguirá os mesmos padrões do existente em Santos, porém, será seis vezes maior.