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Clippings - 16/09/20

Estaleiro Mitsubishi vai testar primeiro sistema de captura de CO2 marítimo do mundo

A Mitsubishi Shipbuilding Co., Ltd., uma parte do Grupo Mitsubishi Heavy Industries (MHI), está trabalhando em cooperação com a Kawasaki Kisen Kaisha, Ltd. (K Line) e a Nippon Kaiji Kyokai (ClassNK), para testar um equipamento de captura de CO2 a ser instalado em navios, a fim de verificar a viabilidade do equipamento como um sistema marítimo.

Este projeto está sendo conduzido com o apoio do Bureau Marítimo do Ministério de Terras, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT) do Japão, como parte de seu projeto de assistência para pesquisa e desenvolvimento de avanços tecnológicos no desenvolvimento de recursos marinhos.

Os testes envolvem a conversão de um sistema existente de captura de CO2 para usinas de energia terrestre em um ambiente marinho e sua instalação a bordo de um navio real em serviço. Este projeto, denominado “Captura de Carbono no Oceano” (CC-Oceano), tem como objetivo a captura de CO2 no mar, uma inovação mundial.

O projeto tem duração prevista de dois anos. A construção do equipamento em pequena escala e a avaliação da segurança do sistema serão conduzidos pela Mitsubishi Shipbuilding. A planta ficará pronta em meados de 2021 e, após testes operacionais, será instalada a bordo de um navio da Tohoku Electric Power Co., Inc. operado pela K Line.

Por meio da confirmação operacional e de desempenho em um ambiente marinho real, a Mitsubishi Shipbuilding determinará os requisitos de especificação do sistema como um dispositivo marítimo e também considerará como tornar a planta mais compacta.

Este experimento é o primeiro desse tipo no mundo. O conhecimento adquirido será usado para o desenvolvimento futuro de tecnologias e sistemas para capturar CO2 dos gases de exaustão de equipamentos marítimos e navios. Além disso, o CO2 capturado poderá ser reciclado para uso como uma nova fonte para processos de recuperação aprimorada de óleo (EOR), ou como matéria-prima em combustível sintético, fornecendo uma contribuição significativa para a redução das emissões de gases de efeito estufa (GEE).

Fonte: Revista Portos e Navios