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Clippings - 19/10/21

Estaleiros chineses ultrapassam os sul-coreanos em setembro

A Clarksons Research anunciou em 13 de outubro que as novas encomendas globais de construção naval somaram 3,28 milhões de CGT (116 navios) no mês passado. Do total, 60% ficaram com estaleiros chineses, 28% para sul-coreanos e 8% para construtores japoneses.

A participação dos construtores navais sul-coreanos foi de 42% nos primeiros oito meses deste ano. Segundo especialistas, a queda do mês passado se deve ao fato de que os numerosos contratos já firmados permitiram que eles escolhessem quais novas encomendas eram interessantes.

Em setembro, os preços médios dos contratos dos estaleiros chineses e sul-coreanos eram de US$ 60 milhões e US$ 170 milhões, respectivamente.

O índice de preços de construção nova foi a 149 pontos no mês passado, o maior desde julho de 2009. O preço dos navios de GNL ultrapassou US$ 200 milhões pela primeira vez desde junho de 2016. Este ano, um total de 46 navios de GNL com capacidade de pelo menos 140 mil metros cúbicos foi encomendado e todos, exceto um, foram para construtores navais sul-coreanos.

O aumento no índice de preços tem como principal fator a relação de oferta e demanda. Os fatores de demanda incluem um aumento na necessidade de navios novos e ecológicos em consequência das regulamentações ambientais mais rígidas da Organização Marítima Internacional. Os fatores de oferta incluem a escassez de instalações, segundo descreve a Clarksons, causada pela longa reestruturação do setor.

De acordo com a empresa de pesquisa, os novos pedidos totalizaram 37,54 milhões de CGT nos primeiros três trimestres deste ano, um aumento de 184% em relação ao ano anterior. “A proporção de novos pedidos de navios verdes aumentou de 21,3% para 32% em um ano”, explicou a empresa, acrescentando: “A proporção está estimada em 59% em 2030 e 100% em 2050.”

A média anual de encomendas, de 2023 a 2031, é estimada em 42 milhões de CGT, quase o dobro do valor registrado em 2020, e o atual boom no mercado não deve diminuir por um tempo.

Fonte: Revista Portos e Navios