Eliminados do processo licitatório para construção de um lote de 28 sondas para a Petrobras, o Estaleiro Eisa-Alagoas e o consórcio formado pela Andrade Gutierrez e Estaleiro Mauá entraram com recursos alegando problemas na divulgação dos critérios de avaliação dos preços da licitação.
O primeiro foi o que apresentou o valor mais alto, de US$ 5,49 bilhões, e o segundo, também desclassificado, levou à estatal uma proposta de US$ 5,77 bilhões.
Em seu recurso, o Eisa afirma que os preços ofertados pelos estaleiros mais bem colocados na licitação, Alusa-Galvão (US$ 4,68 bilhões) e Atlântico Sul (US$ 4,65), não são possíveis de execução, o que leva a crer que serão realizadas demandas adicionais no futuro. Já a Andrade Gutierrez reclama não ter sido dada informação suficiente aos participantes, a respeito dos fatores utilizados pela comissão de licitação para desqualificar uma proposta com base no preço.
Ambos os recursos visam tentar manter os concorrentes no processo, para que, em etapas à frente, possar ter a oportunidade de negociar seus preços diretamente com a Petrobras. Com a eliminação do Eisa e da Andrade Gutierrez, seguem na licitação o consórcio Odebrecht-OAS-UTC, com oferta de US$ 5,31 bilhões, Jurong Shipyard, US$ 5,18 bilhões e Keppel Fels, US$ 5,17 bilhões, além da Alusa-Galvão e Estaleiro Atlântico Sul.
Posição da estatal
Em nota, a Petrobras afirma que “é considerado preço excessivo aquele cujo valor ultrapassa o limite máximo de acordo com estimativa previamente feita pela Petrobras”. Segundo o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, não há prazo estipulado para o fim da concorrência. Entretanto, ele diz que há o costume de negociação do preço das propostas, para tentar reduzir o preço. Para o executivo, a estatal tem “folga” para esses equipamentos ao menos até 2014.
Em café com a imprensa, na sede da Petrobras, no último dia 14, o diretor de serviços da estatal, Renato Duque, confirmou que o Estaleiro Atlântico Sul é o concorrente com a melhor proposta para o pacote de sete sondas. Segundo Duque, se não houver erros, a aprovação para a construção dos equipamentos pode sair ainda esse ano. Tudo depende da avaliação da comissão de licitação sobre o projeto apresentado.