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Clippings - 14/10/16

Estaleiros se preparam para desmontar embarcações

A indústria naval do Rio de Janeiro está se preparando para atender ao aumento da demanda pelo desmonte de navios e plataformas. Na próxima quinta-feira (20/10), o Sinaval se reunirá com representantes do Ministério do Trabalho para discutir a adequação da norma de trabalho dos estaleiros para esse tipo de atividade.

A informação foi divulgada durante a apresentação do panorama naval de 2016 da Firjan em NIterói (RJ). “Algumas plataformas fixas já são idosas e terão que passar pelo desmonte, que é um processo complicado”, afirmou Sérgio Leal, secretário executivo do Sinaval.

Hoje, regulações internacionais exigem a retirada dos elementos das embarcações e o descarte dos sólidos sem agressão ao meio ambiente. Representantes da indústria veem a atividade como uma oportunidade para o setor naval em meio à crise.

“Esta é mais uma oportunidade para os estaleiros do estado do Rio de Janeiro, e nós precisamos estar cientes de todas as oportunidades que existem”, disse Ronald Carreteiro, consultor de construção naval e offshore da Rona Assessoria Comercial.

Um estudo realizado por funcionários da Petrobras no final de 2015 indicou a necessidade de descomissionamento de 38 plataformas fixas nos próximos cinco anos. Outras sete plataformas seriam descomissionadas entre 2020 e 2030, e as 42 unidades restantes, entre 2030 e 2045.

O Sinaval vem dialogando com diversas associações brasileiras a fim de buscar soluções à crise enfrentada pelo setor. Na semana que vem, a entidade se reunirá com a Abimaq para articular a defesa da política de conteúdo local.

Nesta quinta-feira (13/10), a Firjan apresentou dez propostas para a retomada do setor naval no Brasil, como a harmonização dos procedimentos estaduais e municipais para licenciamento ambiental e a definição de um novo marco regulatório de dragagem dos portos.