Dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP) sugerem que o nível de importações por terceiros, pelo menos no caso do diesel, não arrefeceu nos meses seguintes. As tradings pediram autorização para importar 2,189 bilhões de quilos de diesel em novembro, alta de 66% ante igual mês de 2016. Em outubro, o volume já havia subido 95%, na comparação anual. Na Petrobras, a percepção é que, sem a política atual de preços, a importação estaria ainda maior.
O Valor apurou que, com o novo modelo contratual, a Petrobras buscará novas formas de fidelização dos clientes. O diretor de refino e gás, Jorge Celestino Ramos, destaca que as importadoras aprenderam a operar no Brasil e têm melhorado a qualidade e eficiência do serviços. Segundo ele, a meta é buscar “participação mais ativa no market share no Brasil”.
“Estamos operando num ponto ótimo, considerando a política comercial existente, mas estamos agregando um conjunto de ferramentas para captura de market share e de margem, mexendo em condições comerciais, no nível de serviços, explorando a capilaridade da logística da Petrobras. Estaremos implementando novas condições comerciais que visam capturar market share, mas também margem”, afirmou Celestino em dezembro.
Fonte: Valor