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Clippings - 23/07/13

Estivadores e Embraport vão ao Planalto em busca de acordo

Representantes dos estivadores do Porto de Santos e a direção da Empresa Brasileira de Terminais
Portuários (Embraport), projeto milionário capitaneado pela construtora Odebrecht em parceria com a DP World, dos Emirados Árabes Unidos, e Coimex, se reúnem na manhí de hoje no Palácio do Planalto para tentar colocar um ponto final no impasse sobre a contratação de trabalhadores para carga e descarga de mercadorias no terminal da empresa. O encontro será mediado pelo assessor especial da Presidência da República e ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), José Lopez Feijóo.

Temendo novas ocupações de navios – como a que aconteceu no último dia 11, quando cerca de 300
pessoas ligadas aos sindicatos dos estivadores e dos portuários invadiram uma embarcação -, a Embraport
suspendeu as operações de atracação nesta semana.

A medida extrema reflete o clima de guerra entre a
direção do terminal privado, avaliado em U$ 1,2 bilhão, e os sindicatos que administram a mão de obra no maior porto do país.

A ideia de ter o governo como mediador de um possível acordo partiu das duas partes. Tanto trabalhadores quanto a empresa sabem que o que for decidido na reunião servirá de base para outras categorias que terão que deixar de ser avulsos para trabalhar nos terminais privados, como determina a nova Lei dos Portos.

– Queremos um acordo coerente, com um perãodo de transição de avulso para um possível vínculo e um valor maior que os R$ 1.070 oferecido pela empresa – disse Claudiomiro Machado, presidente do Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários (Sintraport).

A Embraport contestou, em comunicado, o valor e disse que já propôs um aumento salarial e a criação de um fundo social para os trabalhadores, mas a proposta não foi aceita pelos sindicalistas. Alega ainda que já fez acordo com base na CLT com três sindicatos.

Os sindicatos (dos Portuários e Estivadores) se mantêm intransigentes em não aceitar a proposta de contratação de trabalhadores dentro da lei, com carteira assinada e com base na CLT.

Os trabalhadores temem que a formalização leve à perda de postos de trabalho e benefícios. Segundo
sindicalistas, hoje um trabalhador avulso contratado pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) chega a
receber R$ 4 mil por mês, bem acima dos R$ 1.070.

Ainda de acordo com eles, os estivadores, além de
serem contratados por um valor bem menor, têm de fazer também o trabalho de capatazia (em terra) pelo
mesmo salário.