Os estivadores entraram ontem no segundo dia de greve e vários navios seguiram sem operar em três terminais de contêineres do Porto de Santos.
DE A TRIBUNA ON-LINE
A tarde, a categoria acampou em frente à Brasil Terminal Portuário (BTP), na margem direita do cais santista. Além da BTP, as empresas Santos Brasil e Libra Terminais também tiveram as operações afetadas com a greve.
Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial e manutenção da convocação realizada pelo Ogmo. De acordo com as empresas que compõem a Câmara de Contêineres do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), a paralisação provoca prejuízos financeiros ao setor, que chegam a “milhões de reais”.
O Sopesp afirma ainda que as empresas já aceitaram a proposta de reajuste formulada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e, portanto, “movimento dos estivadores mais flagrantemente continua contra o acórdão do TST”.
JUSTIÇA
O caso já está no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que deu prazo até a última sexta-feira para as partes se pronunciarem. Em audiência de conciliação, a desembargadora Ivani Contini Bramante propôs 75% de mão de obra vinculada nos terminais, reajuste salarial de 10% e vale-refeição de R$ 30,00. O julgamento deverá ocorrer nas próximas semanas.