À espera de uma definição sobre a votação da MP dos Portos no Congresso, os trabalhadores avulsos dos portos de Santos e do Rio decidiram suspender na noite de ontem a greve iniciada na tarde de terça-feira.
Em Paranaguá (PR), onde os portuários também haviam aderido ao movimento, a decisão de encerrar a paralisação foi tomada ainda na noite de terça-feira, logo após os deputados retomarem as discussões em torno da MP.
Os sindicalistas contavam com a aprovação de uma emenda que estabelecia que os estivadores avulsos, registrados nos Órgãos Gestores de Mão de Obra (Ogmos), fossem contratados nos terminais privados. A emenda acabou sendo rejeitada no começo da tarde de ontem.
O deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que a orientação para que os trabalhadores voltassem ao trabalho foi decidida após uma avaliação de que a MP não passaria na Câmara a tempo de ser votada no Senado, e que estava sendo estudada uma saída jurídica para a questão da contratação dos avulsos.
– Estamos estudando outros caminhos para encaminhar essa questão.
Segundo a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), das 30 embarcações atracadas ontem em Santos, dez tiveram suas operações paralisadas pela greve. A Companhia Docas do Rio de Janeiro informou que as atividades no Porto do Rio ocorreram normalmente, sem qualquer impacto de paralisação de funcionários.