A Stogas, do grupo Sotreq, pretende iniciar em 2016 os investimentos em uma planta de estocagem subterrânea de gás natural (ESGN). O projeto já conta com aprovação da ANP para ser desenvolvido no campo de Santana, na Bacia do Recôncavo, operador pela Santana O&G, do mesmo grupo. O projeto é o primeiro a utilizar um campo onshore depletado para estocagem e fornecimento de gás natural no Brasil. Nesse modelo, a Stogas atua no mercado com o aluguel da área para estocagem e na negociação dos volumes.
A Stogas busca clientes para o gás e pretende fechar um acordo com a Petrobras para fornecimento do energético que será estocado. A capacidade máxima do sistema será de 170 milhões de m³, limitados pela geologia do campo. O projeto prevê a entrega de 2 milhões a 2,4 milhões de m³/dia.
Será necessário adequar os equipamentos de superfície para injeção e produção do gás. A capacidade de injeção poderá ser de até 1,4 milhão de m³/dia.
As zonas produtoras de Santana estão distribuídas em três compartimentos, dois deles praticamente exauridos e nos quais será possível fazer a injeção de gás para viabilizar a ESGN, de acordo com plano aprovado pela ANP.
O campo de Santana produz em torno de 100 barris/dia de petróleo este ano e entre um e dois mil m³ de gás natural, que são consumidos e reinjetados. O campo, localizado em Catu, a 70 km de Salvador, foi descoberto em 1962.
Estocagem de gás
Alternativas para viabilizar essa tecnologia são a utilização de aquíferos ou a construção de cavernas de sal (esta última, em estudo pela Petrobras). Convencionalmente, as ESRG são usadas para elevar a garantia de suprimento ou atender demandas flexíveis – o que no Brasil, é feito pela Petrobras com a compra de GNL. Como fonte flexível de gás, um projeto de ESRG pode atender à demanda de despachos termelétricos, por exemplo.