As petroleiras BP, Ecopetrol, Anadarko, ExxonMobil, Cnooc e Geopark já estão inscritas na 13a rodada de licitações da ANP, prevista para 7 de ouburo. As empresas fazem parte da lista de 21 que manifestaram interesse na concorrência, que conta também com Alvopetro, Galp, GDF Suez, Imetame, Premier Oil, PTTEP e Sonangol. Essas últimas empresas já obtiveram da agência informações técnicas sobre as áreas oferecidas.
O levantamento feito pela Brasil Energia Petróleo, a partir de dados públicos da ANP, não indentificou a inscrição da Petrobras na concorrência. As empresas que pretendem participar da licitação têm até 11 de agosto para entregar os documentos e pagar a taxa de participação do leilão. No fim de junho, o presidente da petroleira, Aldemir Bendine, afirmou que a emrpesa será bastante seletiva, mas que havia espaço no caixa para adicionar ativos exploratórios.
A 13ª rodada ofertará 266 blocos, sendo 182 onshore e 84 offshore, distribuídos por 125.045 km² nas bacias do Parnaíba, Recôncavo, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Jacuípe, Espírito santo, Campos, Camamu-Almada e Pelotas.
Conheça as petroleiras que já mostraram interesse na rodada:
Anadarko
A companhia opera o bloco C-M-101, conhecido como Wahoo, além de ter 33% de participação na concessão do bloco C-M-61, em parceria com a BP (40%, operadora) e com a Maersk (27%), ambos na área ofertada na 6ª rodada na Bacia de Campos. A empresa mantém planos de vender os ativos brasileiros, mas ainda avalia uma descoberta na área de Wahoo, cujo plano de avaliação (PAD) vence em novembro deste ano.
Alvopetro
Atualmente, a petroleira possui três campos Jiribatuba, Bom Lugar e Cidade de Aracaju, respectivamente, nas bacias de Camamu, Recôncavo e Sergipe. A Alvopetro ainda opera 12 blocos exploratórios, sendo onze na Bacia do Recôncavo e um Tucano Sul. Os ativos exploratórios foram arrematados nas rodadas 9,11 e 12, todos com 100% da concessão.
BP
A companhia britânica opera cinco blocos no Brasil, um na Foz do Amazonas, um em Barreirinhas e os outros três na Bacia de Campos. A BP possui participação em outros 17 ativos exploratórios, nas áreas de Barreirinhas, Campos, Ceará, Foz do Amazonas, Parnaíba e Potiguar. Os blocos são das rodadas 3,4, 6, 7, 9 e 11.
CNOOC
Atualmente, a companhia chinesa possui somente um ativo no Brasil, a participação de 10% na concessão de Libra, na Bacia de Santos. A área está sob o regime de partilha, com operação da Petrobras, que detém 40%. As outras parceiras são CNPC (10%), Shell (20%) e Total (20%).
Ecopetrol
A colombiana detém três blocos, arrematados na 11ª rodada. A petroleira tem 100% do FZA-M-320, na Foz do Amazonas, e do POT-M-567, na Bacia Potiguar, além de 50% de participação no bloco CE-M-715, na Bacia do Ceará, operado pela Chevron (50%).
ExxonMobil
Uma das maiores petroleiras privadas do mundo, a ExxonMobil voltou ao Brasil em 2013, quando contratou três áreas em sociedade com a OGX nas Bacias do Ceará e Potiguar. A mais recente investida no país acabou em 2010, após uma campanha na Bacia de Santos, que não resultou em descobertas comerciais.
Galp
Sócia da Petrobras no campo de Lula, por meio da Petrogal (joint-venture com a Sinopec), a portuguesa Galp ampliou sua presença no Brasil na 11ª rodada, com a contratação nove blocos tanto offshore, quanto em terra – a empresas opera duas das áreas, na Bacia do Parnaíba.
No offshore, a estratégia até o momento tem sido aliar-se com outras petroleiras em novas fronteiras, como foi o caso das águas profundas de Santos e, a mais recentemente, na Margem Equatorial.
GDF Suez
A GDF tem sete blocos terrestres no Brasil. Nos seis ativos localizados na Bacia do Recôncavo, arrematados na 12ª Rodada, a empresa detém 25% de participação, enquanto no Parnaíba ela detém 20% do bloco PN-T-86, arrematado na 9ª Rodada.
Geopark
A empresa estima que suas reservas exploratórias brasileiras tenham 52,7 milhões de boe, cerca de 8% do total da empresa. A companhia detém cinco blocos na Bacia Potiguar, dois no Recôncavo e um em Sergipe-Alagoas, todos operados com 100% da concessão, arrematados nas rodadas 11 e 12. Além disso, ela também possui 10% da concessão de Manati, na Bacia de Camamu.
Imetame
Divisão do grupo capixaba de infraestrutura, a Imetame é operadora de 12 blocos onshore no Brasil, nas Bacias do Recôncavo, Sergipe-Alagoas, Potiguar e no São Francisco – mais da metade, licitado na 11ª rodada, de 2013.
Premier Oil
A companhia opera dois ativos exploratórios na bacia do Ceará (CE-M-717 e CE-M-665), arrematados na 11ª rodada, em parceria 50%-50% com a Cepsa. Nas áreas, a companhia planejava realizar três perfurações. A petroleira também possui 35% de participação no FZA-M-90, na Foz do Amazonas, ativo operado pela QGEP (35%), com 30% de participação da Pacific Brasil. A Premier Oil participou do consórcio que levou as únicas duas áreas negociadas no primeiro leilão mexicano, realizado este mês.
PTTEP
A PTTEP detém 20% da concessão do bloco ES-M-525, na Bacia do Espírito Santo, operado pela Petrobras (65%), em parceria com a Inpex (15%). Na região, que foi leiloada na 6ª Rodada, está a descoberta do Parque dos Doces, em águas profundas. A PTTEP passou a participar do consórcio após um farm-out da Shell no ano passado. Já em Barreirinhas, a empresa detém 25% dos blocos BAR-M-215, BAR-M-217, BAR-M-252, BAR-M-254, operados pela BG (75%). Os ativos são da 11ª rodada e passaram a fazer parte da carteira da companhia tailandesa após um farm-in, já que as áreas anteriormente pertenciam somente à BG.
Sonangol
A petroleira angolana opera dois campos no Brasil, Sabiá da Mata e Sabiá Bico-de-Osso, ambos na Bacia Potiguar. Ela também tem 25% de participação no campo de Cambacica e 20% de Guanambi, ambos operados pela Petrobras na Bacia do Recôncavo. O único bloco exploratório da empresa no país é POT-T-794, na Bacia Potiguar, onde detém 30% de participação, também em parceria com a Petrobras (70%).