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Clippings - 15/09/10

Estrangeiros dominam feira no Rio e IBP assina acordos de cooperação

A maciça presença estrangeira na Rio Oil & Gas indica que o Brasil entrou no mapa da indústria mundial de petróleo e gás. O Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) assinou acordo de cooperação com a Offshore North Sea, feira que acontece a cada dois anos em Stavanger, na Noruega.

O diretor executivo do IBP, Álvaro Teixeira, diz que o mesmo deve ocorrer com a Offshore Europe, promovida em Aberdeen, na Escócia. O mundo está de olho no Brasil. Não tivemos lugar para todos os interessados. Estamos vivendo um momento mágico da indústria do petróleo que, em 50 anos de profissão, eu não poderia imaginar, afirmou o ex-funcionário da Petrobras.

A presença estrangeira é a maior desde a primeira edição da Rio Oil & Gas, 28 anos atrás. O novo presidente da BP no Brasil, Guillermo Quintero, comparou o evento, do qual participou pela primeira vez, à Offshore Technology Conference (OTC), que acontece todo ano em Houston (Texas), EUA.

A BP aguarda aprovação da Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre a aquisição de ativos da Devon, incluindo o campo de Polvo, na bacia de Campos. Magda Chambriard, diretora da ANP, repetiu, durante a conferência, que a preocupação do regulador é com relação à capacidade financeira da BP depois do acidente com a plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, onde a companhia protagonizou o pior desastre da história dessa indústria, tendo que pagar dezenas de bilhões de dólares em indenizações.

Na sessão de palestras técnicas, o destaque ficam para a exploração e produção de óleo pesado e o pré-sal, com seus aspectos técnicos e jurídicos. Ontem uma palestra sobre reservatórios carbonáticos, o tipo encontrado nos gigantes do pré-sal da bacia de Santos, lotou um auditório que tinha duas fileiras de pessoas em pé para ouvir os técnicos da Petrobras, Eni, Total, Chevron e Schlumberger.

A própria Schlumberger, que vai inaugurar um centro de pesquisas na Ilha do Fundão, no Rio, no mês que vem, é um destaque do setor para o presidente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), Elói Fernandez y Fernandez, que impressionou o fato de a Schlumberger construir e montar o prédio do seu centro de pesquisas no Brasil em apenas um ano. Todas os grandes prestadores de serviços estão com apetite acima do normal pelo Brasil, destacou ele.

Marco Tavares, presidente da empresa de consultoria Gas Energy, diz que o gás natural dos campos do pré-sal vai promover uma mudança profunda no mercado brasileiro. Não há como pensar esse mercado daqui para a frente do jeito que se pensava antes, avalia. Ele menciona oportunidades tanto na exploração e produção dos campos da Petrobras e seus sócios como também na construção de novas malhas de gasodutos para levar o insumo até o interior do país e novos terminais de Gás Natural Liquefeito (GNL) ao longo da costa.

A Petrobras, maior patrocinadora e locomotiva da indústria no país, teve algumas ausências notadas, entre elas a do presidente, José Sergio Gabrielli, e do diretor financeiro, Almir Barbassa, presentes em apresentações pelo mundo para explicar a capitalização da estatal. Foram representados pelo diretor de abastecimento, Paulo Roberto Costa e pela diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Foster, que participará de um painel hoje.