Ouro Preto, de Landim, e a pernambucana Petra Energia levam blocos. Além de surpreender pela participação agressiva da OGX, de Eike Batista, a 11ª Rodada de Licitações da ANP revelou novos atores da indústria de petróleo nacional.
A estreante Ouro Preto, empresa de Rodolfo Landim, que foi executivo da Petrobras e da OGX, levou três dos 13 blocos que tentou arrematar e adotou uma estratégia de se concentrar na exploração de gás, em blocos terrestres, e de petróleo, no mar.
Landim, que após sair da OGX travou um ruidoso embate nos tribunais com Eike em torno de sua remuneração, disputou diretamente com o rival seis blocos na Bacia de Parnaíba e três na Bacia de Barreirinhas.
No fim do leilão, a Ouro Preto levou dois blocos em terra, na Bacia de Parnaíba (Piauí/Maranhão/Tocantins), e um em águas rasas, na Bacia de Barreirinhas (Piauí/Maranhão).
A empresa pagou, pelos três blocos arrematados, bônus de assinatura de R$ 14,8 milhões. Para Parnaíba, o investimento mínimo programado na fase de exploração é de R$ 35 milhões para os dois blocos (PNT 165 e PNT 151). E o conteúdo local proposto pela empresa variou de 37% a 77%, dependendo da fase do desenvolvimento dos blocos.
– Vamos absorver a vitória, assinar os contratos e ver o que a gente vai fazer lá na frente – disse o diretor geral da companhia, Sérgio Possato, sem revelar o investimento previsto para Barreirinhas.
A Ouro Preto tem por trás fundos de investimento brasileiros. O capital da companhia está em R$ 80 milhões. Segundo Possato, a empresa recebeu este nome por uma feliz coincidência. O foco de seu negócio é o petróleo, considerado o ouro negro pela indústria extrativa, e a sede da companhia fica na Rua Visconde de Ouro Preto, em Botafogo, no Rio.
Outra estreante que emergiu na 11ª Rodada da ANP foi a Petra Energia, do empresário pernambucano Roberto Viana. A companhia, que já explora gás natural nas bacias terrestres Parnaíba e São Francisco, levou 27 blocos – quase todos em Tucano Sul (15) e Parnaíba (9) – e pagou bônus de cerca de R$ 112 milhões.
Além de blocos em terras, a empresa levou áreas em mar com parceiros, como Queiroz Galvão e Niko. O maior ágio do leilão – 19.157% – veio de um lance feito pela Petra na Bacia Tucano Sul. O bônus mínimo era de R$ 44.139,93 e a empresa pagou R$ 8,5 milhões.