unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 20/03/24

Estudo aponta que os portos são um gargalo para a captura de carbono a bordo

Um estudo encomendado pelo Centro Global para a Descarbonização Marítima (GCMD), com sede em Singapura, conclui que a falta de preparação dos portos pode representar um estrangulamento na captura de carbono. Os sistemas de captura e armazenamento de carbono a bordo (OCCS) têm recebido atenção dos armadores.

Um programa piloto recém-anunciado pretende obter uma taxa de captura de 70% do dióxido de carbono (CO2) nos gases de escape do motor principal de um navio transportador de etileno.

Encomendado pelo GCMD em colaboração com o Lloyd’s Register e a consultoria ARUP, com sede em Londres, o estudo identificou a baixa prontidão dos portos como um grande obstáculo que dificulta a adoção de OCCS, uma solução viável de descarbonização. As tecnologias para descarregar o CO2 capturado a bordo existem, mas a operação segura de transferência para terra não foi comprovada.

O relatório do GCMD, intitulado “Estudo conceitual para descarregar CO2 capturado a bordo”, revela que um número limitado de portos possui infraestrutura para descarregar CO2 liquefeito (LCO2). Mas foram projetados para lidar com CO2 de qualidade alimentar. Os padrões de pureza mais elevados desta utilização limitam o uso das instalações para lidar com o CO2 capturado a bordo.

O estudo conclui que o descarregamento de LCO2 em operações portuárias provavelmente terá impacto na eficiência e no desempenho operacional. A necessidade de zonas segregadas para a segurança do manuseio e armazenamento de LCO2 aumentará consumirá espaço operacionais nos portos e terminais.

O estudo identificou transferências ship-to-ship e ship-to-shore por meio de um navio receptor intermediário de LCO2 como a modalidade mais promissoras para descarregamento em escala.

A transferência do navio para o terminal de CO2, armazenado em contêineres-tanque ISO, foi identificada como a mais compatível em escalas menores. Este meio de transferência é também o mais compatível com a infraestrutura portuária existente.

Fonte: Revista Portos e Navios