A Petrobras e a Etesco formalizaram o cancelamento do contrato de afretamento da sonda de light work over Etesco Interventor, que estava sendo finalizada no estaleiro Dalian Shipbuilding Industry Offshore (DSIC), na China. Antecipado pela Brasil Energia Petróleo há um mês, o acordo entre as duas empresas foi fechado no fim de maio, impondo um prejuízo de cerca de US$ 300 milhões ao estaleiro e à prestadora de serviço brasileira.
Dos US$ 300 milhões de prejuízo, US$ 40 milhões serão absorvidos pela Etesco e a Bassoe, empresa que integrava o consórcio. Os outros US$ 260 milhões serão assumidos pelo DSIC, que após a rescisão assume a propriedade da unidade.
A negociação de cancelamento do contrato da Etesco Interventor começou a ser discutida no início do ano. Na ocasião, a Petrobras alegou não ter demanda para colocar a unidade em operação, enquanto a Etesco esbarrava em divergências com o DSIC em relação aos termos de aceite e de pagamento da unidade e demonstrava preocupação com a demora registrada no processo aceitação da sonda Siem Helix 1, unidade de light work over da Helix, que levou mais de seis meses para ser aprovada petroleira brasileira.
O estaleiro pleiteava o pagamento do serviço de construção independente do termo de aceitação da sonda pela petroleira. Já a prestadora de serviço condicionava o desembolso à aprovação da sonda.
O contrato de afretamento da Etesco Interventor foi firmado no início de 2014, prevendo uma taxa de cerca de US$ 300 mil e seu início de operação em outubro de 2016. A unidade foi projetada para operar em lâmina d´água de 2,4 mil m e ficaria afretada pelo prazo de quatro anos.
As obras de construção da Etesco Interventor estão com 98% de realização. Com o cancelamento formal do contrato, a Etesco manterá apenas uma sonda afretada para a Petrobras, a Etesco Takatsugu.