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Clippings - 23/12/25

EUA apreendem terceiro petroleiro da Venezuela e China reage

Chancelaria chinesa afirmou que apreensão arbitrária de embarcações estrangeiras pelos EUA constitui grave violação do direito internacional

A apreensão arbitrária de embarcações estrangeiras pelos Estados Unidos constitui uma grave violação do direito internacional, afirmou nesta segunda-feira (22), um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, em entrevista coletiva à imprensa, segundo a agência de notícias chinesa Xinhua.

O porta-voz fez as declarações em resposta a uma pergunta da mídia sobre a apreensão de um petroleiro pela Guarda Costeira dos EUA no sábado (20), segundo a agência, com um funcionário da Casa Branca alegando que o navio pertencia à chamada “frota fantasma”.

“A China sempre se opõe a sanções unilaterais ilegais que não têm base no direito internacional e não são autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas. Também se opõe a quaisquer ações que violem os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas, infrinjam a soberania e a segurança de outros países ou constituam atos de intimidação unilateral”, afirmou Lin em uma coletiva de imprensa diária.

Lin Jian acrescentou que “a Venezuela tem o direito de desenvolver de forma independente uma cooperação mutuamente benéfica com outros países, e a China acredita que a comunidade internacional compreende e apoia a posição da Venezuela na salvaguarda dos seus direitos e interesses legítimos”.

O segundo petroleiro, o Centuries, foi apreendido pela Guarda Costeira dos EUA no sábado (20), segundo a Secretária de Segurança Interna do país norte-americano, Kristi Noem, em comunicado na rede social X. “Os Estados Unidos continuarão a perseguir o movimento ilícito de petróleo sancionado que é usado para financiar o narcoterrorismo na região. Nós os encontraremos e os deteremos”, afirmou Noem.  

Já a vice-secretária da imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou em seu perfil no X que o Centuries continha óleo sancionado da PDVSA. “Tratava-se de uma embarcação com bandeira falsa, que operava como parte da frota paralela venezuelana para traficar petróleo roubado e financiar o regime narcoterrorista de Maduro”. O navio navegava sob a bandeira do Panamá, mas não está na lista de embarcações com sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. 

Agências internacionais divulgaram no domingo (21) que os EUA estavam perseguindo um terceiro petroleiro em águas internacionais perto da Venezuela, nomeado de Bella 1, que estava a caminho do país para abastecer de petróleo. Esta embarcação foi identificada como pertencente à lista de sancionados do Departamento do Tesouro dos EUA e com ligação com o Irã.

Também em dezembro, os EUA apreenderam o navio Skipper, que, segundo a procuradora-geral dos EUA, Pamela Bondi, estava transportando óleo sancionado da Venezuela e do Irã. 

As apreensões e tentativa de interceptação ocorrem em meio ao aumento da atividade militar dos EUA na região do Caribe, e a Venezuela está constantemente sob vigilância do país norte-americano. No dia 17 de dezembro, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse em seu perfil em rede social que a Venezuela deve devolver “todo o petróleo, terras e outros ativos que nos roubaram”. 

Com o aumento das tensões e atividades, os militares venezuelanos estão escoltando os navios petroleiros com destino à Ásia, para evitar possíveis apreensões. 

Fonte: Brasil Energia | Por Fernanda Legey.