Os Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira, (30) a liberação da importação de carne in natura de 14 estados brasileiros. Após quase 15 anos de imposição de barreiras não-tarifárias à produção nacional. O potencial de exportação é de até 60 mil toneladas por ano. As áreas de vigilância sanitária americanas analisavam a suspensão das barreiras desde dezembro de 2013, em percurso com idas, vindas e adiamentos.
O Brasil, porém, tem interesses muito maiores do que simplesmente vender carne in natura para os EUA. A avaliação do governo e do setor empresarial é a de que, com o “selo de qualidade” que o aval da vigilância sanitária americana implica, o país poderá disputar com mais vantagens outros mercados, como o asiático, que compra carne americana.
Outro benefício seria a integração a cadeias globais. Multinacionais brasileiras como a JBS, que tem ampla operação nos EUA, ficam mais bem-posicionadas. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, acertou os detalhes finais com o secretário de Agricultura dos EUA, Tom Vilsak. Agora, pecuaristas interessados deverão se credenciar junto às autoridades americanas para receberam certificação.