A parte Sudeste de Libra começará a ser explorada no segundo trimestre deste ano. Depois de concentrar a campanha exploratória nas áreas Central e Noroeste, o consórcio formado pela Petrobras, Shell, Total, CNOOC e CNPC irá perfurar, em abril, o primeiro poço exploratório da área Sudeste, abrindo uma nova frente de pesquisa no ativo.
A depender do que for encontrado, o consórcio decidirá se dá prosseguimento à licitação em curso para a contratação de sísmica com streamers para a área Sudeste ou se cancela a concorrência.
Atualmente, é feita a terceira tentativa de contratação da sísmica e, inclusive, o consórcio liderado pela Petrobras pediu aos fornecedores a extensão do prazo de validade das propostas. A concorrência prevê a aquisição de pouco mais de 1.000 km² de dados 3D.
A campanha de perfuração será executada pela sonda West Carina, da Seadrill, que atualmente perfura um poço na área Noroeste. A decisão de iniciar os trabalhos na parte Sudeste foi tomada no último trimestre de 2016. O novo poço ainda não tem nome e só deverá ser formalmente batizado mais adiante.
No momento, o consórcio perfura dois poços em Libra, ambos na área Noroeste. Ao todo, o ativo possui um total de nove poços, dos quais seis estão localizados na parte Noroeste e três na área Central, contando com o descobridor de Libra, perfurado pela Petrobras a pedido de ANP, antes da área ser leiloada.
Declaração de comercialidade
A campanha em Libra já dura três anos e o contrato da área prevê prazo até o fim de dezembro para declarar a comercialidade da área, mas a expectativa é de que isso venha a ser feito antes, na metade do segundo semestre.
O ativo será colocado em operação em junho, quando está prevista o início de operação do primeiro teste de longa duração da área, feito pelo FPSO Pioneiro de Libra, em processo final de conversão pelo consócio Odebrecht/Teekay.