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Clippings - 29/05/14

Exportação cresce 27% e reduz déficit

Nos primeiros quatro meses do ano, as exportações foram responsáveis por quase metade do faturamento da indústria de máquinas e equipamentos no país. Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgados ontem, as vendas ao exterior somaram US$ 4,31 bilhões (R$ 10,1 bilhões) de janeiro a abril, um aumento de 26,7% em relação ao mesmo perãodo do ano passado. O valor foi correspondente a 45% do total das vendas do setor, que somaram R$ 22,5 bilhões de janeiro a abril, bem acima da média histórica de 32%.

Segundo os diretores da Abimaq, o aumento expressivo é decorrente de esforços de multinacionais que se instalaram no Brasil e não querem perder posição no mercado. Eles afirmam que as vendas externas se concentram em poucos setores. “Esses números poderiam despencar por decisões de cinco a 10 empresas”, disseram.

A avaliação da Abimaq é a de que o crescimento das exportações não deve ser comemorado, uma vez que hoje o país não está nem perto do que foi no passado em termos de exportações. “Antes era muito mais abrangente, o setor todo era exportador”, afirma a entidade. Além disso, dizem que o fato de as exportações estarem ganhando espaço no faturamento do setor indica um enfraquecimento do mercado local e a falta de investimentos produtivos no país.

Segundo a Abimaq, os segmentos que tiveram maiores crescimento de exportações foram os de máquinas para indústria de bens de capital, para indústria de base e infraestrutura e para petróleo e energia renovável.

Com o aumento das exportações – e uma queda de 5,3% nas importações -, o déficit da balança comercial do setor acumula queda de 20,4% no ano, somando US$ 5,7 bilhões.

A Abimaq divulgou ainda que o setor de máquinas e equipamentos operou em abril com uma utilização de 75,7% de sua capacidade instalada, abaixo do nível considerado ideal.

A Abimaq esteve em três reuniões com a presidente Dilma Rousseff nos últimos sete dias e, segundo seus diretores, a presidente se sensibilizou com seus pedidos.

Segundo Carlos Pastoriza, diretor-secretário e presidente eleito da Abimaq, a entidade sugeriu a adoção de um programa para a modernização do parque industrial brasileiro, e a presidente mostrou interesse no assunto. Ele afirmou que Dilma pediu que um grupo de estudos do governo elabore rapidamente, a partir de informações da Abimaq, um plano factível, que caiba dentro do orçamento do governo. A Abimaq pretende que o programa seja acompanhado por incentivos adicionais para o descarte adequado do equipamento velho.

Pastoriza disse ainda que nos encontros com a presidente foi pedido também a perenização da linha de crédito Finame para o setor de máquinas, como parte do programa PSI do governo. A linha tem sido importante para o setor e tem prazo para término em dezembro deste ano.

Entre os pedidos estava ainda a volta do Reintegra para o setor de máquinas, para evitar impostos em cascata e, no âmbito do Refis, a redução para o pagamento inicial das empresas para no máximo 5% do saldo devedor, com o valor parcelado em várias vezes.

Em relação à desoneração da folha de pagamentos, a Abimaq afirmou que a medida é importante para o setor, por reduzir os custos das empresas e tornar a indústria mais competitiva. Segundo Pastoriza, a desoneração significa para os fabricantes de máquinas e equipamentos um ganho equivalente entre 2% e 3,5% de seu faturamento. A entidade defende a ampliação da desoneração para outras contas, além da contribuição patronal.