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Clippings - 02/07/14

Exportação supera importação em US$ 2,4 bi em melhor junho desde 2011

O Brasil fechou junho com o melhor resultado de balança comercial para o mês desde 2011. As exportações superaram as importações em US$ 2,4 bilhões, segundo informações divulgadas ontem, terça-feira (1º), pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

O resultado positivo ajudou a diminuir o rombo no ano. O deficit agora é de US$ 2,5 bilhões, menor do que o registrado no primeiro semestre de 2013, quando ficou em US$ 3,1 bilhões.

A diferença ainda não é suficiente para dar tranquilidade ao governo, que espera superavit comercial ao fim de 2014. No ano passado, o saldo positivo de US$ 2,6 bilhões só foi possível com a venda contábil ao exterior de sete plataformas de petróleo, que inflaram as exportações brasileiras em US$ 7,8 bilhões.

Este ano, a previsão da Petrobras é que apenas duas plataformas sejam “exportadas”.

O governo, contudo, segue otimista.

“Este é um ano difícil de recuperação da economia mundial e, neste sentido, tivemos um comportamento bastante estável. Uma melhora relativa em relação ao semestre do ano passado. Temos perspectiva de que fecharemos o ano com resultado positivo e os números estão confirmando”, disse o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).

PRODUTOS BÁSICOS

Os produtos básicos representaram 50,8% das exportações brasileiras, a maior proporção alcançada no perãodo desde 1980. Nos seis primeiros meses do ano anterior, estes produtos representaram 47,5% da pauta.

QUEDA DE IMPORTAÇÕES

O bom resultado de junho veio por conta da queda das importações, que somaram US$ 18,1 bilhões, queda de 3,8% frente ao mesmo mês do ano passado pela média diária. No primeiro semestre, as compras ficaram em US$ 113 bilhões, 3% abaixo dos seis primeiros meses de 2013.

As exportações, contudo, seguiram em baixa. Em junho, somaram US$ 20,5 bilhões, 3,2% abaixo do mesmo perãodo de 2013.

No acumulado do ano, as vendas para o exterior estão em US$ 110,5 bilhões, o desempenho mais baixo em quatro anos.

No mês passado, houve forte redução nas vendas de manufaturados (-19,3%) em relação a junho de 2013. Os semimanufaturados também caíram (-1,9%), enquanto aumentaram as exportações de produtos básicos (+9,5%).

Já as compras do exterior retrocederam frente a junho do ano passado nos segmentos bens de capital (-17,7%), matérias-primas (-6,6%) e bens de consumo (-10,5%).

Por outro lado, aumentaram de forma expressiva as importações de combustíveis e lubrificantes (+43,3%).

CONTA -PETRÓLEO

Apesar do aumento das compras de combustíveis e lubrificantes no mês, o deficit na chamada conta-petróleo, que mede a diferença entre as exportações e as importações de petróleo e derivados, retrocedeu no primeiro semestre em relação a 2013.

De janeiro a junho, ela ficou negativa em US$ 8,7 bilhões, frente ao deficit de US$ 12 bilhões nos primeiros seis meses do ano passado.

Em termos absolutos, é um avanço. Mas, na prática, a conta se deteriorou.

Isso porque, em 2013, houve o registro atrasado de US$ 4,5 bilhões em importações de petróleo feitas pela Petrobras no ano anterior.

Na comparação, sem este fator extraordinário, haveria piora na conta-petróleo.

ARGENTINA

As vendas para a Argentina voltaram a cair, impactando o desempenho da indústria nas exportações. Em junho, a redução foi de 25,5%.

O governo esperava que em junho houvesse recuperação nas exportações para o país vizinho diante do esforço recente para destravar o comércio bilateral e a formalização do novo acordo automotivo entre Brasil e Argentina.

Segundo o ministro Mauro Borges, ficou acertado que a Argentina não fará restrições ao fluxo de comércio, garantindo o acesso a dólares por parte dos compradores. Mas a queda na demanda é inevitável.

“Precisamos separar isso da condição econômica da argentina este ano. Ela vai ter uma taxa de crescimento menor e, consequentemente, sua taxa de absorção será menor”, diz Borges.

A fragilidade da economia argentina vem afetando em cheio a indústria. A fatia dos produtos manufaturados no total das exportações ficou em apenas 34,4% no primeiro semestre deste ano frente a 37,4% no mesmo perãodo de 2013.

Os produtos básicos representaram 50,8% das vendas ao exterior, ante 47,5% nos seis primeiros meses do ano passado.

A China, grande consumidora de commodities, comprou menos em junho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No entanto, no ano mantém o aumento das importações de produtos brasileiros.

A boa notícia no mês passado veio da União Europeia, que aumentou em 15,4% das compras de produtos no mês em relação a junho de 2013.

Para os Estados Unidos também houve expansão, embora mais tímida, de 3,5%.

BALANÇA

O Brasil registrou saldo comercial positivo de US$ 712 milhões em maio, o pior resultado para o mês desde 2002.

As exportações somaram US$ 20,8 bilhões, queda de 4,9% pela média diária sobre o mesmo perãodo de 2013. Já as importações foram de US$ 20 bilhões, queda de 4,8% ante o mesmo perãodo de 2013 também pela média diária.