Os valores das exportações de Campinas atingiram o maior volume no ano no mês de maio e chegaram a US$ 86 milhões, uma alta de 10,36% sobre o mês anterior. Com isso, no acumulado do ano a cidade já exportou US$ 390,5 milhões, montante que supera em 4,62% o total contabilizado nos cinco primeiros meses de 2009. Os dados da balança comercial foram divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
Por outro lado, as importações tiveram ligeira queda em relação a abril. Maio encerrou com um total de US$ 208,7 milhões de mercadorias importadas, o que representa recuo de 2,47%. No acumulado do ano, as importações já representam US$ 962,3 milhões, montante 41,23% acima do aferido de janeiro a maio de 2009.
Dessa forma, a balança comercial manteve um saldo negativo de US$ 122,6 milhões em maio e já acumula um déficit de US$ 571,7 milhões no ano. Os resultados de maio estão de acordo com o previsto pelos economistas e sinalizam a tendência que vem sendo registrada no decorrer do ano. As importações já estão num patamar bastante parecido com o volume que era contabilizado no perãodo anterior à crise. Já as exportações continuam em recuperação, mas em ritmo muito mais lento, porque dependem da recuperação dos mercados externos.
Durante o perãodo, a exportação de bens de capitais movimentou US$ 178,3 milhões, o equivalente a 45,65% do volume total de exportações. Entre os bens intermediários, US$ 154,4 milhões foram comercializados com o Exterior, montante oriundo principalmente do segmento de peças e acessórios de equipamentos de transporte (29,02% do volume total) e de insumos industriais (10,29%).
No acumulado do ano, a Argentina segue como o principal destino dos produtos produzidos na cidade. Até aqui, o mercado argentino absorveu 26,98% das exportações realizadas. Os Estados Unidos ocupam a segunda posição e são o destino de 15,6% dos produtos. A provisão de navios e aeronaves está na terceira posição.
Saiba mais – A partir de julho, os exportadores com pedidos de ressarcimento de créditos de PIS, Cofins e IPI poderão reaver, no prazo de até 30 dias, metade dos valores pleiteados da Receita. Mas, para isso, precisarão cumprir cinco requisitos definidos pela Receita. A previsão é de que seja ressarcido de forma acelerada R$ 1 bilhão somente neste ano. O Ministério da Fazenda editou uma portaria com as regras para devolução rápida de créditos aos exportadores. A medida havia sido anunciada no mês passado, na divulgação do pacote de ajuda ao setor exportador.