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Clippings - 07/06/10

Exportações já crescem 47%

O reajuste de preços de várias mercadorias importantes na pauta exportadora brasileira, o escoamento da safra agrícola e a menor volatilidade no câmbio são alguns dos fatores que têm permitido às empresas nacionais neste ano desempenho comercial com o exterior em patamares superiores aos registrados em 2009.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), subordinada ao Ministério do Desenvolvimento, as 40 maiores exportadoras brasileiras venderam nos primeiros quatro meses deste ano 45,7% a mais do que no perãodo de janeiro a abril do ano passado. Foram US$ 27,120 bilhões (FOB) no quadrimestre inicial de 2010, ante US$ 18,604 bilhões nos mesmos meses de 2009.

Dessas 40 grandes exportadoras, apenas três venderam menos em valores durante os quatro meses iniciais de 2010 em relação ao mesmo perãodo do ano anterior: Embraer, Bunge e Amaggi. Em 2009, na comparação do acumulado de janeiro a abril com o ano anterior, nada menos que 22 companhias mostravam números de vendas inferiores ao mesmo perãodo de 2008, entre elas a gigante Petrobras.

O avanço recebeu contribuição das altas de preços no perãodo, mas não é possível atribuir o momento positivo apenas a esse fator. Segundo os dados da Secex, até abril a elevação média de preços foi de 15,2%, mas o quantum exportado também cresceu, com taxa média de 8,5%.< No ranking das maiores exportadoras, a Petrobras liderou até abril, com US$ 5,822 bilhões (FOB) em quatro meses, seguida pela Vale com US$ 4,060 bilhões, pela Embraer com US$ 1,122 bilhão, e pela Bunge, com US$ 1,037 bilhão. No primeiro quadrimestre de 2009, a lista era encabeçada pela Vale, seguida de Petrobras, Bunge e Embraer. Outra característica da balança neste ano até abril foi a recuperação nas exportações das montadoras. A Volkswagen, 11ª maior exportadora, vendeu 26,4% mais nos primeiros quatro meses de 2010 ante o mesmo perãodo de 2009, enquanto a Mercedes-Benz registrou vendas externas 32,16% mais altas. No ano passado, essas companhias mostravam receita de exportação menor no primeiro quadrimestre ante 2008. Outras empresas também exportaram mais – GM: +91,55%. Fiat: +100,97%. Ford: +63,85%. Renault: +136,56%. Exportaram menos: Embraer, Bunge, Amaggi. Demanda por celulose em alta – Uma reunião internacional de associações do setor de celulose e papel, realizada em Tóquio na semana passada, terminou com uma boa notícia para o Brasil. A China está determinada a ser o maior produtor de papel do mundo e, para isso, precisa aumentar ainda mais as importações de celulose do hemisfério Sul. Nessa corrida para atender à demanda do gigante asiático, a celulose brasileira larga na frente dos concorrentes. A celulose de eucalipto produzida no país é considerada a melhor do mundo, o que levou a China – que está em busca de uma fibra de maior qualidade – a reduzir sua própria produção para se abastecer no mercado brasileiro. Em 2009, em pleno ano de crise, as exportações de celulose para a China cresceram 130%. “A produção brasileira é a mais capaz de acompanhar o crescimento da China. Não estamos olhando esse desenvolvimento de longe, pretendemos crescer com eles. O Brasil está se equipando para atender à demanda crescente”, disse Elizabeth de Carvalhaes, presidente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa). Calçadistas esperam crescimento – Perspectiva de aumento na produção e falta de mão de obra qualificada fizeram fábricas de calçados de Franca, no interior paulista, começar a “caçar” trabalhadores pela rua com panfletagem e até carros de som. O saldo de contratações no setor na cidade foi de 25.493 entre janeiro e abril, alta de 16,09% ante o primeiro quadrimestre de 2009. A exportação de calçados de Franca caiu 4,38% nos primeiros quatro meses de 2010 ante o mesmo perãodo do ano passado. Já o preço médio do produto em dólares teve alta de 9,35%.