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Clippings - 20/05/10

Exportações para 103 países

Para driblar as incertezas no comércio exterior, o empresariado cearense busca diversificar os países compradores dos produtos fabricados no Estado. Em abril deste ano, 103 países-destinos receberam as mercadorias do Ceará, um incremento de 13,2% ante os 91 destinos registrados no mesmo mês de 2009 e a maior quantidade dos últimos 10 anos. No quarto mês deste ano foram exportados US$ 92,4 milhões, um recuo de 8,1% ante os US$ 100,6 milhões alcançados em igual perãodo do ano passado e uma participação de 0,6% nas exportações brasileiras. Os dados constam no Estudo Ceará em Comex, divulgado ontem pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), órgão ligado à Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Para o presidente do CIN, Eduardo Bezerra, a crise financeira internacional ainda segue mostrando seu rastro no controle da demanda.

O aumento no número de países-destino é positivo por indicar uma alternativa que os nossos empresários, por sinal muito criativos, estão buscando para se manterem firmes no mercado internacional. Agora, esse patamar de US$ 92 milhões é preocupante porque essa queda é determinada pelo recuo na demanda por nossos produtos lá fora. Se não houvesse a diversificação de países-destino, a queda em nossas exportações poderia ter sido ainda maior, avalia Bezerra.

A retração na demanda internacional também reflete-se na queda de 32% na pauta de itens exportados. No último mês foram 225 produtos, contra 331 embarcados pelo Estado em abril de 2009.

Os Estados Unidos continuam a concentrar o maior volume de mercadorias cearenses, com US$ 124,2 milhões exportados no acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, uma participação de 30,6% e uma alta de 25,2% quando comparado ao mesmo intervalo do ano passado. No entanto, o presidente do CIN observa que outras nações já começam a receber os produtos cearenses.

Entre janeiro e abril deste ano, em relação ao mesmo perãodo de 2009, o continente asiático, por exemplo, ampliou em 112,8% o volume de itens importados do Ceará. No primeiro quadrimestre de 2010 foram US$ 36,1 milhões embarcados daqui para lá, contra US$ 16,9 milhões no mesmo perãodo do último ano.

Quando analisados os primeiros quatro meses deste ano, vê-se que no topo da lista de itens fabricados no Ceará mais demandados no exterior estão calçados, com US$ 147,1 milhões e 36,3% de participação; castanha de caju, com US$ 65,8 milhões e 16,3% de participação; e couros com US$ 56,4 milhões e 13,9% de participação. Sendo que este último setor apurou expressiva alta de 82,6% ante igual volume embarcado no primeiro quadrimestre do último ano. As nossas exportações de couros são muito dependentes de dois fatores: da indústria automobilística europeia e da demanda industrial chinesa, mais especificamente de Hong Kong. Esse aumento da demanda significa então, que essas indústrias estão bem aquecidas, comenta Eduardo Bezerra.

Importações – Em abril, as importações cearenses alcançaram US$ 141,2 milhões, um recuo de 2,8% em relação aos US$ 145,2 milhões registrados em igual mês de 2009. O montante do último mês responde por 1% das importações brasileiras. De janeiro a abril, entre os itens mais importados, destaca-se os seguintes setores: ferro e aço, com US$ 180, 1 milhões e 35,5% de participação; trigo, com US$ 64,6 milhões e 12,7% de participação; e máquinas e metal mecânico, com US$ 46,2 milhões e 9,1% de participação. Os principais países-origem no primeiro quadrimestre são: China, com US$ 122,3 milhões e 24,1% de participação e Estados Unidos, com US$ 57,3 milhões e 11,3% de participação.