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Clippings - 10/03/11

Exportações transpacíficas crescem, mas fretes caem

Os armadores que atuam no trade transpacífico (comércio entre Estados Unidos e Ásia) enfrentam o declínio das taxas de frete, ao passo que o volume de carga continua a ser forte.

A alta temporada para as exportações dos EUA para a Ásia se estende do final do outono americano ao início da primavera norte-americana. Neste mesmo perãodo do ano passado, as transportadoras implementaram com sucesso diversos aumentos de taxas. Porém, este ano as companhias não foram capazes de aumentar as taxas durante todo o mês de inverno.

A grande diferença este ano é que as transportadoras têm retirado pouca capacidade dos comércios no Pacífico durante os meses de inverno. Com isso, a capacidade excedente dos navios tem dificultado os incrementos nas taxas.

Os armadores implantam capacidade nas rotas do Pacífico com base em suas projeções para o crescimento na direção leste. Normalmente, as importações caem sensivelmente após a baixa temporada, no final do outono. As companhias reduzem seus custos operacionais retirando navios do serviço durante a baixa temporada na direção leste.

Este é um mercado confuso, afirmou o vice-presidente do serviço oeste na OOCL (Orient Overseas Container Line), Ed Zaninelli, durante a 11 ª Trans-Pacific Maritime Conference em Long Beach (EUA). Segundo o executivo, as importações mantiveram-se fortes ao longo de janeiro, então as transportadoras mantiveram a maioria da suas capacidades aplicadas na alta temporada. Tal situação ofereceu aos exportadores a capacidade extra nos embarques para a Ásia.

Os embarques de grãos em contêineres e as exportações em granéis têm sido fortes neste inverno, mas bem abaixo dos picos registrados em 2007 e 2008, de acordo com o gerente sênior do grupo internacional de contêineres na Scoular Company, Doug Grennan.

Entre 2007 e 2008 um volume significativo de grãos a granel também deslocado para o setor de contêineres quando as taxas do setor graneleiro aumentaram devido à escassez de navios de granel. A nova capacidade de volume foi equilibrada no ano passado, mas as taxas caíram. Grande parte do volume de grãos que tinha se deslocado para contêineres há vários anos migrou de volta para navios graneleiros, disse Grennan.

Cerca de 96% das exportações de grãos dos EUA são realizadas por navios graneleiros. Isso indica que há um bom potencial para desviar alguns grãos para o segmento conteinerizado se as operadoras oferecerem preços competitivos, afirmou Grennan.