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Clippings - 05/08/10

Exportadores brasileiros buscam garantias árabes

Para contornar as dificuldades causadas pelo fato de bancos europeus estarem deixando de operar com o Irí, empresas brasileiras do setor de carne buscam bancos do Oriente Médio para garantir o pagamento de suas vendas ao país.

O Valor apurou que um trader de um grande frigorífico viajou para o Irí dias atrás para conversar com clientes e avaliar a situação dos bancos envolvidos nas operações de venda. A empresa, que pediu para não ser identificada, já estaria obtendo confirmações de crédito de bancos no Oriente Médio para fechar suas operações.
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Um trader de outro frigorífico, o Minerva, viaja na próxima semana para os Emirados Árabes Unidos e Omí para fazer contatos com bancos que possam fazer confirmações de crédito. Bancos de Reino Unido, Alemanha e Suíça, entre outros europeus, estão deixando de fazer essas operações por temor de violar as sanções ao Irí.

É sempre bom ter flexibilidade nos negócios, disse Fernando Queiroz, presidente do grupo Minerva. Ele minimizou a importância da viagem, dizendo que ela não é determinante para os negócios com o país. Segundo ele, as sanções não causaram nenhuma dificuldade nos negócios com o Irí.

Para vender para o Irí, exportadores precisam de um sistema de garantias – por causa das limitações externas que o país sofre para movimentar seus ativos. O comprador iraniano pede uma carta de crédito ao banco de seu país. Este documento precisa ser confirmado por um banco internacional de primeira linha e só chega ao exportador – brasileiro, no caso – após passar por um banco no Brasil.

Segundo Roberto Giannetti da Fonseca, da Associação das Indústrias Exportadoras de Carne, sem os bancos europeus, o serviço em outras praças tende a ficar mais caro. Em geral, quem arca com a diferença são os importadores, e não o Brasil. Fonseca diz que, apesar das restrições da UE, não tem havido até agora atraso nos embarques para o Irí nem inadimplência.

O Banco do Brasil é a instituição que opera com mais frequência com bancos internacionais para fechar as operações. Questionado se mudou suas políticas após as sanções ao Irí, o banco disse: O Banco do Brasil respeita as leis e as normas internacionais atualmente vigentes para operações com o Irí. Não existem restrições para o curso de transações que não contraponham essas normas.