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Clippings - 18/02/10

Exportadores de açúcar se reunem na OMC

Os exportadores de açúcar Brasil, Austrália e Tailândia vão se reunir hoje com outros países na OMC (Organização Mundial de Comércio), em Genebra, para pressionar pela retirada das exportações de açúcar extra-cota pela União Europeia. O bloco tem uma cota para exportação do produto.

Como o preço do açúcar estava subindo, especialmente por causa da quebra da colheita na Índia, o bloco elevou a cota de exportações para forçar a queda no preço do produto no mercado mundial.

Os três países disseram não descartar uma ação maior, incluindo a reabertura de processo que poderia levar à retaliação.

Exportações do Brasil para a UE caem 29%

A zona do euro fechou 2009 com superavit comercial de 22,3 bilhões, apesar da crise econômica mundial, puxada pelo bom desempenho da Alemanha. Mas na União Europeia como um todo o deficit acumulado entre os 27 países no comércio extrabloco foi de 105,5 bilhões no ano passado, segundo estimativas preliminares do Eurostat, órgão estatístico do bloco.

Os dados detalhados de janeiro a novembro, também apresentados ontem pelo órgão, mostram que o comércio da União Europeia caiu com todos os parceiros -exceto as exportações para a China, primeiro país a sair da crise, que tiveram avanço de 2%. Com a queda nas importações de commodities, o Brasil foi um dos parceiros mais afetados.

Com a recessão no bloco, as exportações brasileiras para a UE foram reduzidas em 29% nos primeiros 11 meses do ano, menos somente do que as de dois Estados petroleiros (as russas recuaram 38%, e as norueguesas, 30%). Já as exportações para o Brasil caíram 21% no perãodo (atrás da Rússia, 39%, e da Turquia, 23%).

Países cuja pauta exportadora com a União Europeia se concentra em produtos manufaturados -sejam alimentos, químicos ou maquinário- foram menos abalados, caso da China e da Suíça.

As importações de commodities para a UE foram as mais impactadas no perãodo, com queda de 40% sobre os primeiros 11 meses de 2008. Energia (leia-se petróleo e gás) também sofreram, recuando 38%.

Em dezembro, somente, a União Europeia registrou deficit de 2,5 bilhões com o resto do mundo na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando o buraco era de 11,3 bilhões.

Houve melhora de performance, no entanto, em relação a novembro, o que sinaliza que a saída da crise econômica global pode estar ganhando algum fôlego. Mais, porém, para os parceiros do que para a União Europeia: as exportações subiram 2%, e as importações, 0,5%, já levado em conta o ajuste sazonal.

Para os 16 países que usam o euro, a melhora foi mais aguda, de 3,1% nas exportações e de 1,7% nas importações. Dezembro trouxe um superavit de 4,4 bilhões contra o deficit de 1,8 bilhão em 2009.

Alemanha

A Alemanha, maior exportadora do bloco (e até ser recentemente superada pela China, do mundo), outra vez puxou a balança, registrando superavit de 122,4 bilhões de janeiro a novembro, seguida pela Holanda ( 35,4 bilhões).

É um sinal lido positivamente pelo mercado, que espera agora para ver se o avanço das exportações se sustenta a ponto de manter a indústria do país produzindo e o PIB subindo, com ecos para todo o bloco. Dados divulgados na semana passada pelo Eurostat mostram que a Alemanha deixou de crescer no último trimestre.

Já os maiores deficit foram registrados pelo Reino Unido ( 85,7 bilhões), que começa a reverter sua retração econômica puxado principalmente pelo setor de serviços, pela França ( 49 bilhões) e a Espanha ( 45,5 bilhões).