Em meio à turbulência econômica e à retração do apetite chinês por commodities, o setor mineral se prepara para a realização da 16ª edição da EXPOSIBRAM, que reúne a Exposição Internacional de Mineração e o Congresso Brasileiro de Mineração. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), o encontro acontecerá entre 14 e 17 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte. Serão investidos R$ 25 milhões em logística. E a expectativa é gerar R$ 500 milhões em negócios futuros e durante o evento.
“Vivemos uma situação complicada, com o patamar do minério de ferro em US$ 56. Mas este é só um item na cadeia. A crise é séria, porém passageira. Já enfrentamos ditadura, hiperinflação. As companhias eficientes vão sobreviver”, afirmou o diretor-presidente do Ibram, José Fernando Coura, após lançamento da EXPOSIBRAM, ontem, na Fiemg.
Ele destacou que o setor planeja os negócios com antecedência de dezenas de anos e que há sinais de que o ciclo mineral retomará em breve o crescimento. Estudos do IBRAM apontam que, entre 2014 e 2018, estão previstos aportes de US$ 53,6 bilhões. As projeções de 2015 a 2019 ainda estão sendo levantadas, mas devem apresentar melhora. A Vale, por exemplo, anunciou o encerramento de seu plano de desinvestimentos, que contribuiu para o lucro líquido de R$ 5,1 bilhões entre abril e junho.
Para esta edição, o tema escolhido foi a inovação. “Há necessidade de inovar na produção, na competitividade, na gestão, no relacionamento com as comunidades e na segurança jurídica”, enumerou.
A EXPOSIBRAM receberá 400 expositores, de 26 países. São esperados 50 mil visitantes. O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, fará a palestra especial no 1º dia do evento.
MinasParts vai reúnir 150 marcas na capital mineira
Cerca de 15 mil visitantes são esperados na 3ª Feira da Indústria de Autopeças e Reparação Automotiva (MinasParts), que será realizada de 19 a 22 de agosto no Expominas. O evento, que é bianual, vai reunir 100 estandes e mais de 150 marcas. A entrada é gratuita e vetada a menores de 16 anos.
A feira, segundo o organizador, Cássio André Dresch, é destinada a empregados e proprietários de oficinas mecânicas, distribuidores e atacadistas de autopeças. “Na MinasParts é possível encontrar o que há de mais tecnológico em máquinas e equipamentos para reparação de veículos”, ressalta.
O evento é um importante canal de comunicação entre o setor industrial e seus potenciais clientes, servindo para a prospecção de novos negócios e também para a troca de informações.
A 3ª MinasParts será um dos principais eventos do setor neste ano e vai estimular a expansão do mercado automotivo.
Fonte: Hoje em dia
EXPOSIBRAM 2015 é destaque no Jornal Estado de Minas
Belo Horizonte será sede do 16º Congresso Brasileiro de Mineração e Exposição
Internacional de Mineração (EXPOSIBRAM). Maior feira de mineração da América Latina. O evento que acontece a cada dois anos será realizado entre os dias 14 e 17 de setembro, no Expominas e promete reunir centenas de empresários, organizações governamentais e privadas ligadas ao setor. Serão mais de 15 mil metros quadrados de estandes, nos quais estão representadas as principais mineradoras com atuação global e os grandes fornecedores de produtos e serviços. No espaço, eles apresentam um panorama do setor, além de novidades em tecnologia, equipamentos, softwares e outros produtos ligados à indústria mineral, além de dados sobre investimento e gestão.
Fonte: Estado de Minas -Giro Econômico
EXPOSIBRAM deve movimentar R$ 500 milhões
Feira ocorre simultaneamente ao “16º Congresso Brasileiro de Mineração”, em setembro, no Expominas
Mesmo diante da crise econômica e política vivida pelo País, e dos baixos preços do minério de ferro praticados no mercado internacional, o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) espera gerar negócios da ordem de R$ 500 milhões com a Exposição Internacional de Mineração (EXPOSIBRAM), que ocorre simultaneamente ao “16º Congresso Brasileiro de Mineração”, entre os dias 14 e 17 de setembro, no Centro de Feiras e Exposições George Norman Kutova (Expominas), em Belo Horizonte. Lançados ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), os eventos são realizados de dois em dois anos e estão entre os mais importantes do setor em toda a América Latina.
Somente na montagem e na logística estão sendo investidos recursos da ordem de R$ 25 milhões, como forma de atender a cerca de 1,5 mil congressistas vindos de mais de 25 países. De acordo com o presidente do IBAM, José Fernando Coura, neste exercício são esperados cerca de 500 expositores brasileiros e internacionais nos quatro dias de feira. E paralelo à exposição ocorrerá o Congresso Brasileiro de Mineração, que nesta edição, não por coincidência, virá com o tema “Mineração no mundo da inovação”, debatendo a sustentabilidade e o desenvolvimento na indústria mineral. Na programação: palestras, workshops, debates e um talk¬show sobre desafios, tendências e oportunidades no setor nas próximas décadas.
“Estamos vivendo a mais grave crise da história e se não nos prepararmos, não nos inovarmos, não será possível superá¬-la. Crises existem, passam e nós continuamos, assim como ocorreu no passado. Mas, para isso, é preciso de um mínimo de preparo e é esta a proposição da EXPOSIBRAM, debater com as classes econômica, política e empresarial o que pode ser feito para superar o momento e se preparar para o futuro”, explica.
Etapas – Para isso, conforme Coura, a inovação será debatida em todas as etapas do processo produtivo e na escala completa dos negócios. “Trataremos não apenas de investimentos em equipamentos e maquinários eficientes, mas também de assuntos de governança, de legislação ambiental, que promovam uma transformação completa das empresas. Tudo isso faz parte da inovação, que leva à eficiência”, resume. O presidente do instituto lembra que mais um motivo para enfrentar o cenário com otimismo e trabalho diz respeito ao fato de os projetos minerários serem de longo prazo. Ele ressalta, no entanto, que somente sobreviverão as mineradoras que trabalharem com competitividade, sustentabilidade e função social. “Já sobrevivemos à ditadura e a inflações mais fortes. Compete a nós sermos sujeitos do momento e lutarmos por este País”, argumenta.