
A ExxonMobil recebe, na próxima semana, propostas para contratação de uma base de apoio logístico às suas campanhas offshore na região Sudeste e na Bacia de Sergipe-Alagoas. O contrato será de 18 meses, com possibilidade de prorrogação, a partir do primeiro trimestre de 2020.
Uma das bases deve ser localizada em Maceió (AL) ou Aracaju (SE) e outra, no estado do Rio de Janeiro. A petroleira requer um berço dedicado em cada uma delas.
A Exxon também promove uma concorrência para contratar, por cinco anos, um ROV (robô submarino de operação autônoma) para a sonda de perfuração que começará a operar em junho de 2020. O processo de afretamento da sonda já está em curso.
Além disso, está no mercado uma RFI (requerimento de informações) para o afretamento de dois PSVs 4500 por 18 meses, também prorrogáveis e com início em junho do ano que vem.
A Exxon opera, atualmente, 15 blocos no Brasil, sendo seis em Sergipe-Alagoas, quatro na Bacia de Campos, três em Santos, um no Ceará e um na Bacia Potiguar. A seguir, um resumo dos projetos exploratórios submetidos pela ExxonMobil ao Ibama, conforme já publicado pela BE Petróleo:
BM-C-37 e BM-C-67, na Bacia de Campos
Compreendendo área de 1,436 mil km², os blocos se situam em lâminas d’água entre 2,2 mil m e 2,6 mil m, à distância mínima de 127 km da costa, na altura de Guarapari (ES).
O programa exploratório mínimo (PEM) dos ativos prevê a perfuração de até cinco poços exploratórios, com utilização de um navio-sonda ou semisubmersível com sistema de posicionamento dinâmico. O método previsto é o de perfuração rotativa convencional e/ou turbina de perfuração ou motor de fundo, com possível aplicação de técnica MPD (Managed Pressure Drilling) em algumas seções do poço.
Como base de apoio marítimo, estão previstas as bases Nitshore em Niterói e/ou o Porto do Açu, em São João da Barra, no estado do Rio. Para apoio aéreo, deve-se usar o aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ).
BM-C-753, BM-C-789, BM-S-536, BM-S-647 e Titã, nas bacias de Campos e Santos
Com área total de 3,234 mil km², os blocos ficam em lâminas d’água entre 2,6 mil m e 3,1 mil m, à distância mínima da costa de 192 km (Arraial do Cabo, no estado do Rio).
Está prevista a perfuração de até 17 poços exploratórios nos ativos, com utilização de um navio-sonda ou semisubmersível com DP. O método previsto é o de perfuração rotativa convencional e/ou turbina de perfuração ou motor de fundo, com possível aplicação de técnica MPD em algumas seções do poço.
Como base de apoio marítimo, estão previstas as bases Nitshore em Niterói e/ou o Porto do Açu, em São João da Barra, no estado do Rio. Para apoio aéreo, deve-se usar o aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro (RJ).
SEALM-351, SEAL-M-428, SEAL-M-430, SEAL-M-501, SEAL-M-503, SEAL-M-573, na Bacia de Sergipe-Alagoas
A área em questão, de aproximadamente 4,531 mil km², está situada entre 2,1 mil m e 3,8 mil m de lâmina d’água. A locação de poço proposta mais próxima da costa está a 67 km de Brejo Grande (SE).
Está prevista a perfuração de até 11 poços para fins de exploração e delimitação comercial, com utilização de uma sonda de perfuração flutuante (navio-sonda ou semisubmersível) com sistema de posicionamento dinâmico. O método previsto é o de perfuração rotativa convencional e/ou turbina de perfuração ou motor de fundo, com possível aplicação de técnica MPD em algumas seções do poço.
Como base de apoio e suporte logístico, estão previstas as bases Porto do Açu em São João da Barra (RJ) e/ou Nitshore em Niterói (RJ) e/ou Brasco em Niterói (RJ), para a região sudeste, e Porto de Salvador (BA) , Porto de Aracaju (SE), Porto de Maceió (AL), na região nordeste.
Para apoio aéreo a previsão é a utilização do Aeroporto Internacional Santa Maria em Aracaju (SE).
Fonte: Brasil Energia