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Clippings - 06/04/23

ExxonMobil diz que mantém interesse no Brasil

A ExxonMobil rebateu o teor da reportagem publicada pelo Wall Street Journal, nesta terça-feira (5), intitulada “Exxon Quits Drilling in Brazil After Failing to Find Oil. Em comunicado divulgado à imprensa, a major norte-americana afirmou que conduz suas atividades de E&P no Brasil com visão de longo prazo.

Segundo a apuração do WSJ, a Exxon saiu de mãos vazias após uma aposta multibilionária na Bacia de Sergipe-Alagoas. “Depois de falhar pela terceira vez em encontrar volumes comercialmente viáveis ​​de petróleo em águas profundas do Brasil no ano passado, a gigante do petróleo do Texas interrompeu sua perfuração atual.”

A petroleira, por sua vez, disse que segue analisando os dados adquiridos do extenso programa de perfuração e avaliando o potencial para futuras atividades de exploração nesses blocos. Destacou, ainda, que faz parte do consórcio de Bacalhau, operado pela Equinor no pré-sal de Santos, cuja previsão do primeiro óleo é 2025.

“Temos participação em um total de 26 blocos e 40% de participação em Bacalhau, campo de desenvolvimento offshore no Brasil operado pela Equinor. Destes 26 blocos de exploração, somos operadores de 17”, disse a companhia. Em seguida, afirmou que “o programa inicial de perfuração de exploração está agora completo”.

Insucessos exploratórios

Ao contrário da Guiana, onde acumula, desde 2015, mais de 30 descobertas, a história da Exxon no Brasil é marcada por insucessos exploratórios. Em 2009, a perfuração no prospecto de Guarani no bloco BM-S-22, próximo às áreas de Júpiter e Tupi, no pré-sal de Santos, não deu resultados. O bloco foi devolvido em 2012.

Depois de dez anos sem campanhas exploratórias no Brasil, a ExxonMobil retomou suas atividades com a perfuração do prospecto de Opal, no bloco C-M-789, em águas ultraprofundas na Bacia de Campos. A campanha resultou em descoberta de petróleo e gás no poço 1-EMEB-1A-RJS em julho deste ano.

A petroleira seguiu então para Titã, no pré-sal da Bacia de Santos, com a perfuração do poço pioneiro 1-EMEB-2-RJS, onde encontrou indícios de hidrocarbonetos. Mas, segundo fontes, a descoberta não era relevante do ponto de vista comercial. O bloco está próximo de Saturno, área devolvida pela Shell, que resultou em poço seco.

Já na Bacia de Sergipe-Alagoas, a perfuração do poço pioneiro no SEAL-M-428, bloco operado pela Enauta, não se constatou a presença de hidrocarbonetos. Em resposta ao PetróleoHoje na época, a Exxon afirmou que “continuará integrando os dados da exploração do poço em seu trabalho de interpretação do subsolo da região para melhor entender o potencial exploratório em águas profundas dos blocos da bacia de Sergipe-Alagoas”.

Fonte: Revista Brasil Energia