
Em apresentação sobre os resultados do terceiro trimestre, a CFO da companhia afirmou que os projetos de Yellowtail e Bacalhau vão demandar mais do capex previsto para 2022
Por Ana Luisa Egues
A ExxonMobil está planejando um capex mais alto para o ano de 2022 devido aos projetos de Yellowtail e Bacalhau, localizados na Guiana e no Brasil, respectivamente, informou a vice-presidente sênior e CFO Kathy Mikells em apresentação aos investidores realizada na última sexta-feira (29/10).
Se aprovado pelo conselho de administração da Exxon, o capex do próximo ano saltará do patamar atual de US$ 16 bilhões a US$ 19 bilhões para US$ 20 bilhões a US$ 25 bilhões. A avaliação do CA acerca dos valores ocorrerá ainda neste trimestre.
Mikells também afirma que deixará o orçamento em aberto, uma vez que a companhia está estudando quadruplicar os investimentos em tecnologias de baixo carbono. O valor previsto é de US$ 15 bilhões, que deverão ser gastos entre os anos de 2022 e 2027.
De acordo com Darren Woods, presidente e CEO da ExxonMobil, a ideia é fazer com que os retornos de curto prazo gerados pelos principais negócios da companhia (como a Guiana e os ativos da Bacia do Permiano, nos EUA) sejam usados para financiar as oportunidades de baixo carbono “que alavanquem nossas vantagens competitivas em tecnologia, engenharia e desenvolvimento de projetos”, afirmou no comunicado sobre o 3T21.
O primeiro óleo de Yellowtail está programado para 2025. O projeto irá desenvolver conjuntamente os campos de Yellowtail e Redtail, ambos localizados no bloco Stabroek, no offshore da Guiana, que é operado pela Exxon com 45% de participação, em parceria com a Hess (30%) e a CNOOC (25%).
Recentemente, a companhia informou que as descobertas em Pinktail e Cataback aumentaram a base de recursos recuperáveis estimada para aproximadamente 10 bilhões de boe no bloco. Seis navios-sonda estão operando atualmente no bloco em atividades de perfuração de exploração, avaliação e desenvolvimento.
Já Bacalhau – campo do pré-sal localizado na Bacia de Santos – é operado pela Equinor, sendo a ExxonMobil parceira com 40% de participação (além da Galp, que detém 20%). O primeiro óleo do ativo está programado para o terceiro trimestre de 2024, segundo a apresentação submetida Ibama no ano passado.
De acordo com a CFO da Exxon, as perfurações em Bacalhau estão prestes a acontecer. O PetróleoHoje contatou a assessoria de imprensa da Equinor para saber se o cronograma de perfurações havia sido adiantado, mas as datas permanecem as mesmas para a campanha de perfuração do campo: a partir do segundo trimestre de 2022, sendo esta a Fase I do projeto.
A ExxonMobil reportou um lucro de US$ 6,8 bilhões no terceiro trimestre deste ano, aumento de 43% ante o lucro do segundo trimestre do mesmo ano (US$ 4,6 bilhões). No mesmo período no ano passado, a companhia havia reportado um prejuízo de US$ 680 milhões.
A receita da estadunidense no trimestre foi de US$ 73 bilhões, aumento de 8,9% ante o segundo trimestre de 2021 (US$ 67 bilhões) e de 59% ante o mesmo período no ano passado (US$ 46 bilhões).

No Brasil, a ExxonMobil possui participação em 28 blocos localizados nas Bacias de Sergipe-Alagoas, Campos e Santos, sendo 17 como operadora. Em fevereiro e agosto de 2021, a companhia começou a campanha de exploração nos blocos C-M-789 e Titã, nesta ordem. Uma descoberta já foi realizada no primeiro bloco.
Fonte: Revista Brasil Energia