As definições das regras de governança estavam acertadas no âmbito geral, mas na hora do detalhamento as coisas não ficaram afinadas – explicou quinta-feira um executivo que acompanha as negociações.
Divergências entre Petrobras e Odebrecht sobre as regras de governança da empresa que resultará da compra da Quattor pela Braskem estão emperrando as negociações. Se concluída, a operação criará uma superpetroquímica nacional, que controlará os quatro pólos produtores de resinas plásticas do país, com faturamento anual de R$ 30 bilhões.
– As definições das regras de governança estavam acertadas no âmbito geral, mas na hora do detalhamento as coisas não ficaram afinadas – explicou quinta-feira um executivo que acompanha as negociações.
Segundo ele, as condições para a compra das participações dos controladores da Quattor estão resolvidas, e o preço gira em torno de R$ 800 milhões. Sobre a ação na Justiça movida por Alberto Geyer, único dos cinco irmãos da família controladora da Quattor que se opõe à venda, os negociadores acham pouco provável que seja bem sucedida. A expectativa é de que a fusão seja fechada na próxima semana.
A Justiça somente deverá analisar a ação movida por Geyer também na próxima semana. Na quinta-feira, após o fim do recesso do Judiciário, os advogados de Geyer solicitaram na Justiça Federal do Rio que o processo fosse devolvido para ser julgado na 2ª Vara Empresarial.