Fracassou o acordo de fam-in da AziLat nos blocos exploratórios BAR-M-292, BAR-M-293, BAR-M-313 e BAR-M-314, operados pela Chariot na Bacia de Barreirinhas. O acordo firmado em agosto do ano passado previa aquisição, pela AziLat Pretrolium, de 25% de participação nos quatros blocos.
Como parte do negócio firmado, a AziBras Exploração de Petróleo e Gás ficaria responsável pelo pagamento de 50% do programa de aquisição sísmica 3D e custos provenientes das operações nos blocos. O acordo ainda aguardava a aprovação da ANP.
A Chariot, contudo, alega que – desde que o acordo foi anunciado – a AziLat pedia alterações nas condições comerciais do acordo que são para a empresa inaceitáveis e não refletiriam a potencialidade dos ativos. A AziLat confirma o rompimento do acordo e diz que tal medida estava prevista no entendimento entre as duas partes.
“Continuamos procurando um parceiro competente e com recursos financeiros para esses blocos. Com o prazo exploratório atual e a forte posição de caixa, a Chariot tem prazo e flexibilidade financeira para tocar os projeto”, afirmou o CEO da Chariot, Larry Bottomley.
Ficar de fora do projeto não mudou, contudo, os planos da AziLat. A empresa abriu recentemente um escritório no Rio de Janeiro e planeja participar de novas rodadas de licitações da ANP. “Abertura de um escritório no Rio de Janeiro é um marco importante no desenvolvimento do nosso negócio na região, refletindo o compromisso de investir nas oportunidades que se apresentam em toda a América do Sul.
A Chariot arrematou os quatro blocos na 11ª rodada da ANP, realizada em 2013. Estes são os únicos ativos da empresa no Brasil. Pelas áreas, a companhia pagou bônus de R$ 4,256 milhões e se comprometeu com programa exploratório mínimo (PEM) de 121 unidades de trabalho (UTs), em cada uma das quatro áreas.