A Farstad Shipping solicitou esta semana à Antaq que o PSV 3000 Far Strider seja registrado no Registro Especial Brasileiro (REB). A embarcação foi afretada pela Petrobras por quatro anos, com início em abril.
Se o pedido for aceito, o Far Strider poderá navegar com a suspensão provisória de sua bandeira de origem, evitando a possibilidade de bloqueio por modelos similares nacionais, que têm preferência na contratação.
Desde janeiro, pelo menos duas empresas de navegação apresentaram à Antaq certificados de REB para barcos de sua frota: a Bram Offshore, para as embarcações Kudu e Wildebeest, e a Technip, para o Sea Oil Mary.
A tendência é que mais armadores busquem esse recurso, uma vez que, com a redução da demanda da Petrobras, mais barcos de bandeira brasileira estão disponíveis no mercado. Com isso, muitas empresas tiveram contratos de barcos cancelados pela petroleira nos últimos meses por estarem bloqueadas, o que as impede de renovar seu Certificado de Autorização de Afretamento (CAA).
Em seu último relatório financeiro, a DOF, que tem mais de 20 embarcações de apoio no Brasil, disse que planeja aumentar o número de embarcações com bandeira nacional em sua frota a fim de reduzir o risco de ter contratos cancelados no país.
De acordo com dados da Abeam, havia em fevereiro 27 embarcações com REB na frota de barcos de apoio em águas brasileiras, contra 21 barcos nessa condição em março de 2015.
A Bram/Alfanave, empresa brasileira de navegação (EBN) com a maior frota em operação no país, tinha no mês passado dez barcos com REB, incluindo o Kudu. Bravante, Bourbon, Camorim, Up Offshore, Astromarítima, DOF/Norskan, Geonavegação, Starnav e Wilson Sons Ultratug (WSUT) são as demais EBNs com barcos que navegam com suspensão de bandeira.
Dentre as embarcações com REB, 13 são PSVs; sete, OSRVs; quatro LHs e três FSVs (crew boats).