Em posição contra o pedido de taxação da sucata solicitado no ano passado pelo Instituto Aço Brasil, representante das principais usinas siderúrgicas do país, o presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo, Abram Szajman, assinou uma carta de apoio ao setor. Na carta que representa 155 sindicatos responsáveis por 11% do PIB paulista, Abram destacou a taxação da importação de sucata: “caminha na contramão do processo de desenvolvimento do comércio nacional, é contrária às políticas de geração de emprego e renda e desfavorável ao meio ambiente e a toda a sociedade”.
A exportação de sucata é um negócio novo no Brasil. Com a crise econômica em 2008, o comércio atacadista de sucata ferrosa passou a comercializar com outros países. No ano passado, as empresas de sucata exportaram em torno de 400 mil toneladas, volume ainda pequeno em relação ao consumo interno (3%) e as exportações mundiais (0,2%).
Hoje vender sucata de ferro no mercado externo representa um ganho adicional médio de 30% por tonelada, em relação ao preço obtido no mercado interno. O produto é disputado por mais de 1.000 usinas siderúrgicas espalhadas pelo mundo. No Brasil, praticamente três grandes usinas siderúrgicas dominam o mercado.