Linha de 1.973 km vai ser incluída no Programa de Parcerias de Investimentos. A recuperação da linha férrea Malha Oeste, com extensão de 1.973 quilômetros, vai ser incluída como prioridade no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do presidente Jair Bolsonaro. A estimativa é de que sejam investidos até R$ 5 bilhões com a proposta de prorrogar a concessão da empresa Rumo por mais 30 anos.
A Malha Oeste é importante para viabilizar a Ferrovia TransAmericana, um dos projetos defendidos pelo governo, nos últimos dois anos, como primordial para assegurar o crescimento econômico do Estado. A linha deve reduzir o valor do frete para escoar a produção sul-matogrossense até portos no Oceano Pacífico, ligando o porto da cidade de Ilo, no Peru, ao Porto de Santos (SP), passando em MS pelos municípios de Corumbá, Campo Grande, Ponta Porã e Três Lagoas. Nesse período, o governador Reinaldo Azambuja fez reuniões com investidores alemães e chineses, promoveu debates nacionais e participou de encontros com ministros para discutir o projeto. Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apresentado em junho deste ano, apontou a existência de gargalos na malha ferroviária que congelam “a atual capacidade de transporte das ferrovias do País”. O levantamento apontou que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) precisa cobrar investimentos das concessionárias e viabilizar condições para que tais
empresas consigam os recursos necessários, por meio de linhas de crédito específicas, além de “definir, com clareza, os mecanismos necessários para viabilizar o financiamento de investimentos não previstos no momento de prorrogação do contrato”.
Sem a inclusão no PPI, o consórcio formado pela Rumo com a Ferroviária Oriental, a Ferroviária Andina, o Hub Intermodal de Três Lagoas e a Transfesa enfrentaria dificuldades para obter recursos. Por isso, a decisão anunciada ontem, em Brasília, após reunião de Azambuja com a deputada federal e futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e o secretário de Coordenação de Projetos da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), Tarcísio Gomes de Freitas, dá novo alento ao projeto.
De acordo com o secretário, o PPI priorizou a prorrogação das concessões de outras cinco malhas, mas, como “os processos estão bem finalizados, o próximo passo é fazer a qualificação como prioritária da Malha Oeste e Malha Sul”, emendando que a etapa seguinte “vai ser dada no início do ano que vem, quando entra para o programa a prorrogação da Malha Oeste, que é prioridade. Essa prorrogação vai trazer os investimentos para recapacitar a linha”.
Para o governador Reinaldo Azambuja, essa é uma grande conquista, já que a revitalização da Malha Oeste viabiliza a Ferrovia TransAmericana, que vai ligar portos dos oceanos Atlântico e Pacífico, passando por Mato Grosso do Sul, reduzindo o custo para escoamento da produção do Estado. “A Malha Oeste é fundamental. Com a inclusão da linha férrea como prioridade na primeira reunião do conselho do PPI, no próximo ano, fica assegurado que a Rumo vai fazer investimentos, já que a ampliação da concessão estará atrelada à aplicação de recursos na linha férrea”, comentou. Estudos apontam que será necessário investir entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bilhões.
A empresa Rumo terá o retorno desse investimento com a demanda de fertilizantes, grãos, líquidos e aço, já que uma parte da liga metálica consumida na Bolívia sai do Brasil. Para Azambuja, com a “recuperação da malha, a gente ganha capacidade para transportar esses produtos em uma quantidade maior”. O atual termo de concessão tem 22 anos e termina em 2026. 5 bi de investimentos É a estimativa de recursos que podem ser investidos na malha com a proposta de prorrogar a concessão do trecho por mais 30 anos com a empresa Rumo.
Fonte: CORREIO DO ESTADO (MS)