O término do contrato de afretamento do navio-sonda DPDS3 da Paragon Offshore, que atuava para a Petrobras no Brasil até agosto de 2016, afetou a taxa de utilização da frota de sondas flutuantes da companhia, que ficou em 10% no quarto trimestre do ano, grande queda em relação aos 40% do mesmo perãodo em 2015.
A taxa de utilização total da frota, que também inclui jackups, ficou em 19% entre outubro e dezembro, frente aos 52% dos mesmos meses no ano anterior. Atualmente, ao todo, a Paragon tem apenas apenas oito sondas em atuação, do total de 40 unidades da frota. Outras 17 unidades estão disponíveis, 14 estão em hibernação e uma foi sucateada recentemente, a MSS2, que também chegou a atuar para a Petrobras no Brasil.
Em agosto de 2014, a Paragon chegou a ter quatro sondas em atuação no Brasil, mas em meio à redução na demanda offshore, a empresa deixou de ter unidades em operação no offshore brasileiro e fechou sua base no país em agosto de 2016. No momento, a companhia questiona judicialmente o recebimento de US$ 143 milhões pelo afretamento da DPDS3 à Petrobras pela liberação antecipada da unidade.
A Paragon encerrou 2016 com um backlog de US$ 242 milhões, já sem levar em consideração o valor disputado judicialmente, o que representa uma queda de 34% em relação aos US$ 365 milhões ao final de 2015.
A companhia registrou prejuízo de US$ 338,4 milhões em 2016, frente às perdas de US$ 999,6 milhões do ano anterior. As receitas anuais somaram US$ 575 milhões, retração de 58% na comparação com o faturamento de US$ 1,4 bilhão acumulado em 2015.