Brasil Energia Petróleo detalhou situação da frota de dez operadores de sondas offshore
A Transocean e a Ocean Rig atualizaram o status de sua frota global de sondas offshore na última segunda-feira (23/7). As companhias anunciaram novos contratos na América do Norte, Europa, África, Ásia e Oceania.
A situação da frota da Transocean é relativamente confortável, com quase 70% de seus 44 equipamentos atualmente contratados, proporção que cai para apenas 27% no caso da Ocean Rig, cuja frota é composta por 11 unidades.
O status contratual da última empresa representa, no entanto, um ponto fora da curva. Levantamento feito pela Brasil Energia Petróleo com dez operadores de sondas offshore mostra que, em média, mais de 60% de sua frota está em atividade.
Dona da maior frota do planeta, com 61 unidades, a Ensco tem 40 delas contratadas no momento, sendo quase um quarto no Golfo do México. Uma delas, a Ensco 6002, está no Brasil, operando para a Petrobras.
Segunda no ranking mundial, a Seadrill tem pouco mais da metade de sua frota de 46 sondas em atividade. O Brasil é o terceiro maior mercado da companhia, com três unidades contratadas: Sevan Brasil e West Tellus, afretadas pela Petrobras, e West Saturn (Equinor).
Na lista de operadores selecionados estão também a Shelf Drilling, com 39 sondas, Rowan (32), Noble (27), Maersk Drilling (24), Borr Drilling (23) – que adquiriu a Paragon Offshore este ano – e Diamond Offshore (18).
Com exceção da Diamond Offshore e da Ocean Rig, as empresas pesquisadas estão incluídas no ranking das dez maiores proprietárias de sondas marítimas do mundo, de acordo com relatório da IHS Markit de dezembro de 2017.
Regiões
A Arábia Saudita concentra o maior número de equipamentos contratados, com 33 sondas ou 16% do total da frota pesquisada, seguida pelo Golfo do México americano (29 unidades/14%) e Reino Unido (26/13%).
O Brasil aparece apenas em sétimo lugar, mas isso não reflete a real importância do país no mercado de sondas offshore, já que alguns dos principais operadores de sondas a serviço da Petrobras, como Ocyan e QGOG, não fizeram parte do levantamento. Hoje, a estatal possui pouco mais de 30 sondas marítimas afretadas.
Na lista elaborada pela reportagem, a Petrobras ocupa a oitava colocação, com apenas sete sondas. Saudi Aramco, com 35 unidades, Shell (15), Total (13), BP e Chevron (12), ONGC (10) e Equinor (8) estão na frente da petroleira brasileira.
Jackups
Das cerca de 200 sondas contratadas, 114 são jackups. Dentre as demais, 46 são semissubmersíveis (SS), 40 navios-sonda, duas tender rigs, uma spar e uma cujo modelo não foi identificado.
New builds
Cinco das dez empresas pesquisadas têm sondas em construção. A Borr Drilling aguarda a conclusão de 13 jackups, a Seadrill, de 8 jackups e uma SS; a Ensco, de dois navios-sonda e uma jackup; a Ocean Rig, de duas unidades sem modelo identificado e um navio-sonda; e a Transocean, de dois navios-sonda e uma SS.
Rig count
Segundo o levantamento mais recente feito pela BHGE, no mês de junho havia 217 sondas offshore em atividade no mundo. A maior parte delas (79) operava no Pacífico Asiático, enquanto outras 42 atuavam no Oriente Médio, 30 na Europa, 26 na América Latina, 19 nos EUA, 18 na África e três no Canadá.