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Clippings - 18/09/13

Florianópolis espera ganhar três marinas

Um novo empreendimento que deve gerar até 1,5 mil empregos, agregando desenvolvimento para Florianópolis e um lucro direto de cerca de R$ 1,5 milhão ao ano para a cidade.

É o que propõe o superintendente do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf), Dalmo Vieira Filho, e o prefeito Cesar Souza Jr. com a construção de três novas marinas.

Florianópolis está seguindo o exemplo de Itajaí e Porto Belo, que recebem mil embarcações por mês através do turismo náutico. Somente em Porto Belo, a estimativa de lucro gerado entre novembro de 2012 e março de 2013 é de R$ 4,5 milhões.

O projeto, sem orçamento definido, prevê uma estrutura no Iate Clube Veleiros da Ilha e as demais na avenida Beira-Mar Norte e no Norte da Ilha (em Jurerê ou Canasvieiras). Juntas, as três marinas teriam capacidade para cerca de 500 embarcações, principalmente veleiros, iates e lanchas, já que transatlânticos precisam de uma estrutura muito maior.

A expectativa, de acordo com o superintendente do Ipuf, é que essas estruturas estejam concluídas dentro dos próximos três ou cinco anos. A construção, no entanto, depende principalmente de investimento privado.

— Queremos começar a colocar em pé o projeto pelo menos até as próximas eleições municipais — destaca.

Conforme o superintendente, a ideia é atrair navegadores do mundo inteiro para Florianópolis e, dessa forma, impulsionar o setor comercial e de serviços da cidade, com novos hotéis e restaurantes.

Potencial do setor é grande.

Embora as marinas e iate clubes de SC estejam saturados, segundo o presidente da Santur, Valdir Walendowsky, o potencial do setor é grande. Ele lembra que o Estado tem costa propícia para a atividade, além do segundo maior polo industrial náutico do Brasil, atrás apenas de São Paulo.

De acordo com pesquisa feita pelo Sebrae-SC, o litoral catarinense tem cerca de 50 estruturas de apoio náutico — marinas, garagens, hotéis, empreendimentos imobiliários e marinas de alto padrão — e 20 estaleiros, que produzem principalmente lanchas.

— O maior estaleiro do país está no Estado, no entanto, 80% da produção sai daqui e vai para o Rio de Janeiro e São Paulo — destaca Roberto Tavares de Albuquerque, coordenador do Núcleo da Indústria do Sebrae-SC.

A Grande Florianópolis, segundo estimativa da Acatmar, deixa de receber 2,5 mil embarcações no verão devido à falta de marinas. O presidente da entidade, Mané Ferrari, afirma que a intenção é aumentar o número de estruturas em todo o Estado.

— Acreditamos que um ano depois da construção de novas marinas, a chegada de embarcações aumentará em 50%. Em Florianópolis será 100%.