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Clippings - 03/08/15

Fornecedores precisarão de qualificação de compliance

Os mais de 13 mil fornecedores cadastrados na Petrobras precisarão informar qual a organização interna de suas empresas para evitar crimes e desvios éticos. A medida foi anunciada nesta sexta-feira (31/7), pelo diretor de Governança da companhia, João Elek.

O executivo explicou que formulários estão sendo enviados aos fornecedores e as respostas serão recebidas “de boa fé”. Em seguida, quando achar necessário, a diretoria vai verificar as medidas e pode, inclusive, solicitar a certificação dos processos por auditores independentes.

A medida faz parte de um pacote para evitar que novos esquemas de pagamento de propina e combinação de licitações sejam formados dentro da Petrobras. Além da qualificação das rotinas de governança dos fornecedores, serão feitas mudanças no processo de tomada de decisão dentro da Petrobras e na punição de funcionários corruptos.

Foi criado um Comitê de Correção, vinculado à diretoria de Governança, a fim de “aumentar o rigor das sanções a empregados envolvidos em casos de desrespeito às normas”. A companhia também informou que o comitê tem a prerrogativa de punir gestores que deixem de apurar ou punir seus subordinados.

Internamente, a Petrobras já conduziu entrevistas com, ao menos, mil pessoas, em sua maioria funcionários da companhia, em busca de irregularidades. “Posso falar que um pequeno número, um por cento, já pode ser considerado suspeito”, afirmou Elek.

A companhia também não permitirá mais a decisão isolada de executivos que passarão a ser acompanhados de equipes de apoio para verificação de indicadores, como a viabilidade financeira dos projetos. A ideia, de acordo com o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, é substituir o poder de decisão de gerentes e diretores, por decisões colegiadas.