
O FPSO Atlanta deixou o estaleiro Drydocks World, em Dubai, e iniciou o seu trajeto rumo à locação no campo de Atlanta, na Bacia de Santos, informou a Enauta em comunicado divulgado nesta quarta-feira (20). O tempo de viagem é estimado em 45 dias, podendo variar em função das condições marítimas.
A embarcação será conectada aos sistemas submarinos assim que chegar ao campo, tendo em vista que a ancoragem foi finalizada no final de 2023. “Nós já temos a licença para instalação e, chegando lá, o sistema de ancoragem será conectado ao FPSO. Isso deve durar em torno de 30 dias, ou um pouco menos, porque depende das condições marítimas”, afirmou Carlos Mastrangelo, diretor de Operações da Enauta, ao PetróleoHoje.
O navio Sapura Ônix, da Sapura, será o responsável pela instalação do sistema submarino no FPSO Atlanta, assim como a conexão das linhas de produção na plataforma. Desta forma, a previsão é que o FPSO Atlanta chegue no campo entre o final de abril e a primeira semana de maio, enquanto o comissionamento da embarcação está previsto para o mês de agosto.
“É um marco importante porque fecha a fase de entrega dos grandes pacotes, sendo esse o maior deles. E existe uma sincronização dessas entregas. As linhas flexíveis, por exemplo, estão vindo da Inglaterra. Essa sincronização me deixa orgulhoso porque está de acordo com o que planejamos lá no início do projeto, em 2022, para esta fase”, explicou Mastrangelo.
A Enauta investiu cerca de US$ 1,1 bilhão para a Fase 1 do Sistema Definitivo (SD) de Atlanta. O FPSO, construído pela Yinson, possui capacidade para processar até 50 mil bpd e estocar 1,6 milhão de barris de petróleo. O navio também terá um processo de gestão de carbono, com o objetivo de reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa.
Mastrangelo também informou que o sistema de ancoragem do FPSO Atlanta “foi praticamente todo construído no Brasil”. A Delp foi responsável pela fabricação de 20 âncoras torpedo, em Minas Gerais, enquanto os cabos umbilicais foram fabricados pela Prysmian no Espírito Santo. Já as árvores de natal e outros equipamentos subsea foram fabricados pela OneSubsea, entre outras empresas que participaram da primeira etapa do SD de Atlanta.
Fonte: Revista Brasil Energia