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Clippings - 20/05/22

FPSO Capixaba em descomissionamento


FPSO Capixaba: unidade é uma das cinco operadas pela SBM em parceria com a Constellation

O FPSO Capixaba irá deixar o Brasil após 16 anos de operação, devido ao fim do seu contrato de afretamento que expira em outubro. A Petrobras e a SBM iniciaram a operação de descomissionamento da unidade, instalada no campo de Jubarte, no Parque das Baleias, na Bacia de Campos. 

As duas empresas já começaram a executar as operações de limpeza e desconexões dos primeiros risers.  Com capacidade instalada para produzir 100 mil bpd e processar 3,5 milhões de m³/dia de gás, o FPSO Capixaba vinha operando conectado a um total de nove poços (seis produtores e três injetores), em lâmina d´água de 1,35 mil m.

Embora o descomissionamento das primeiras linhas já tenha sido iniciado, segundo a Petrobras, a operação do FPSO Capixaba ainda não foi suspensa. A parada total da produção ocorrerá ainda no primeiro semestre.   

De acordo com dados da ANP, a unidade produziu, em março, 17,4 mil bpd de óleo e 467 mil m³/dia de gás, além de outros 15 mil bpd de água.

A Petrobras irá remanejar a produção de sete dos noves poços do Parque das Baleias do FPSO Capixaba para a P-58. A operação será realizada entre 2022 e 2023. Os outros dois poços serão descomissionados. 

Com a saída do FPSO Capixaba, o Parque das Baleias passará a operar com três unidades de produção – P-58, P-57 e FPSO Cidade de Anchieta. Em 2024, está prevista a entrada em operação do FPSO Maria Quitéria, em conversão pela Yinson.

Localizado na parte capixaba da Bacia de Campos, o Parque das Baleias é formado pelos campos de Jubarte, Baleia Anã, Cachalote, Caxaréu, Pirambú e Mangangá

Descomissionamento 

A SBM começou a trabalhar no planejamento do descomissionamento do FPSO Capixaba em abril de 2021, sendo que as atividades de operação na locação tiveram início apenas recentemente. O trabalho vem sendo executado com o apoio de dois AHTS e um PLSV.

O FPSO Capixaba deixará o Brasil até o final do ano. Até o momento, a SBM não definiu o destino da unidade, mas a tendência é de que o grupo opte por aposentá-la, após passar por um estaleiro certificado para executar green recycling.

O contrato entre a SBM e a Petrobras teve início em 2006. A unidade foi contratada, originalmente, para operar no campo de Golfinho, na Bacia do Espírito Santo, onde produziu por quatro anos.

Diante do desempenho do ativo do Espírito Santo, a Petrobras optou, em 2010, por remanejar o FPSO Capixaba para o projeto do Parque das Baleias. 

Com o término do contrato do FPSO Capixaba, a SBM passará a ter seis unidades operando no Brasil, sendo cinco para a Petrobras e uma para a Shell. No próximo ano, em 2023, a SBM voltará a ter sete FPSOs no Brasil, com a entrada em operação do FPSO Sepetiba, que está sendo construído para operar no projeto de Mero 2, no cluster de Santos.

Além da unidade de Mero 2, a SBM constrói os FPSOs Almirante Tamandaré, programado para entrar em operação em 2024, em Búzios, assegurando a marca da maior unidade de produção do Brasil, e Alexandre Gusmão, destinado a Mero 4, cujo primeiro óleo está previsto para 2025.

Fonte: Revista Brasil Energia