A Petrobras foi autorizada a iniciar a produção do FPSO Cidade de Caraguatatuba no campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, mas em ritmo de sistema antecipado de produção, porque o plano de desenvolvimento do campo ainda não foi aprovado. Decisão da ANP, publicada hoje, liberou a instalação com limites operacionais.
Ficou acertado que a Petrobras poderá queimar gás natural, extraordinariamente, por até 180 dias, limitando a produção de óleo a uma queima de gás associada de até 71 milhões de m³ – em um teste feito em 2015, por meio de uma sonda, o campo produziu 2 mil m³ de petróleo (cerca de 12 mil barris) e 358 mil m³ de gás.
A ANP também exigiu que seja conectado apenas um poço até o comissionamento das unidades de gás (três trens de compressão principal e de reinjeção) do FPSO Cidade de Caraguatatuba. A injeção de gás deve começar obrigatoriamente em até 110 dias.
Questionada, a Petrobras não comentou quais serão os impactos das medidas no ramp-up do FPSO Cidade de Caraguatatuba, capaz de processar 100 mil barris/dia de petróleo. A ANP também não informou quais são as pendências para aprovação do plano de desenvolvimento do campo.
A unidade de produção está afretada por 20 anos junto ao consórcio Modec/Schain.