O FPSO Cidade de São Mateus não tem mais previsão de retorno ao Brasil. A embarcação atualmente está em lay up, após ter passado por uma inspeção no estaleiro Keppel, em Singapura, encerrada no final de junho, para definir os reparos necessários na unidade. O FPSO parou de operar após a explosão que deixou nove mortos em fevereiro de 2015, no campo de Camarupim, na Bacia do Espírito Santo.
Em maio, a BW Offshore, proprietária da plataforma, informou que trabalhava com a previsão do retorno do FPSO até o final de 2017, mas a companhia alterou a projeção no relatório trimestral do segundo trimestre.
“Não é claro quando a unidade retornará ao campo enquanto não estabelecermos o plano final de reparo com o cliente”, explicou a BW.
De acordo com a companhia, o seguro parou de cobrir as perdas com o FPSO Cidade de São Mateus em maio de 2016, quando o perãodo de cobertura foi encerrado. O contrato de afretamento da unidade com a Petrobras é válido de 2009 até 2018, mas está suspenso.
Resultados
Além do fim da cobertura das perdas com o FPSO Cidade de São Mateus, o resultado do segundo trimestre da BW também foi afetado pela substituição dos sistemas de atracação do BW Pioneer, outro projeto da Petrobras, no caso, no Golfo do México, contratado até 2020.
“O FPSO foi desconectado e ficou fora de serviço durante a campanha de substituição do sistema, que durou quase dois meses. Os trabalhos foram encerrados antes do prazo e dentro do orçamento, sendo que os custos foram parcialmente cobertos pelo seguro”, explicou a companhia sobre o BW Pioneer.
No segundo trimestre de 2016, a BW registrou um prejuízo de US$ 4,4 milhões, frente ao lucro de US$ 19,6 milhões do mesmo perãodo em 2015. As receitas da companhia entre abril e junho somaram US$ 172,5 milhões, queda de 29% em relação ao faturamento de US$ 243,7 milhões dos mesmos meses do ano passado.
Além do FPSO Cidade de São Mateus e do BW Pioneer, a BW Offshore tem mais um contrato de afretamento com a Petrobras: o Cidade de São Vicente, que atua no Brasil e está contratado até 2019. A companhia também afreta o FPSO de Polvo à PetroRio, com contrato até 2018, além de ser responsável pela operação da plataforma de Peregrino, da Statoil.
Até maio, a BW também era responsável pela operação da P-63, da Petrobras, mas o contrato de operação foi encerrado e a companhia fornecerá suporte técnico à plataforma somente até novembro.